Vhils celebrou o 25 de Abril este sábado com a apresentação de uma nova obra na Amadora, em homenagem a Mário Soares, o primeiro Presidente da República civil da história de um Portugal democrático após a Revolução dos Cravos.
Isabel Soares, filha do político e presidente da Fundação Mário Soares e Maria Barroso, foi uma das convidadas da cerimónia que decorreu no Parque da Liberdade. A responsável pediu que se continue “a lutar para que a liberdade continue, para que a democracia continue”.
“E para que não apague a memória. É fundamental que não se apague a memória e que se passe isso aos nossos jovens, é importante que eles saibam o que é que se viveu antes do 25 de Abril para que não voltemos ao passado”, acrescentou, aqui citada pela SIC Notícias.
A escultura feita em betão tem cerca de cinco metros de comprimento e 2,5 metros de altura. Pesa aproximadamente sete toneladas. “É uma peça lindíssima que retrata o nosso pai com o seu sorriso luminoso e o seu olhar sempre confiante, sempre otimista. Era ele que nos dava ânimo e coragem quando íamos visitar as cadeias do Aljube e de Caxias, nunca o vimos abatido, nunca o vimos triste”, recordou.
Já Alexandre Farto, também conhecido por Vhils, destacou o facto de Mário Soares ter conseguido “criar pontes onde ninguém as conseguia ver e uma democracia que também ninguém conseguia ver porque era tudo do zero”.
Embora o arranque da democracia tenha tido alguns problemas, o artista espera que a próxima geração de portugueses consiga “fazer 20 ou 30 por cento” do que foi feito pelos seus antepassados. “Seria uma grande vitória. E é só isso que eu quero”.
Leia o artigo da NiT para conhecer outra obra de Vhils que foi inaugurada em abril (mas na Costa da Caparica).
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