Na cidade

Vouguinha vai ser o primeiro comboio português a hidrogénio

Histórico vai ter nova vida com a ajuda de estudantes e empresas nacionais.
Alterações deverão estar prontas em 2023

O Vouguinha, como é conhecido o comboio histórico da Linha do Vouga, está prestes a ser modernizado. O objetivo é que este seja o primeiro comboio português a hidrogénio, através da substituição do atual motor a diesel por um conjunto de células de combustível a hidrogénio. Isso irá gerar eletricidade para mover o comboio fazendo com que seja seguida a estratégia do Governo para a descarbonização dos transportes.

“Há uma série de linhas que não estão eletrificadas onde existem comboios a diesel, compostos por um motor a diesel que serve para alimentar um gerador elétrico. O objetivo é substituir este conjunto por uma célula de combustível a hidrogénio, que produz energia elétrica. Esta transformação reduzirá custos, uma vez que a eletrificação das linhas é algo mais dispendioso”, explica esta segunda-feira, 22 de fevereiro, em comunicado o diretor do Departamento de Engenharia Eletrotécnica e de Computadores da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto (FEUP), Adriano Carvalho.

Este é um projeto que junta a comunidade académica, através da FEUP, a diversas entidades do setor, como a CaetanoBus, a CP, a NomadTech e a Associação Portuguesa para a Promoção do Hidrogénio. Para seguir com as seis etapas do projeto H2Rail, desde os estudos de viabilidade até à conclusão do protótipo são necessários 34,6 milhões de euros. De momento, a previsão é que tudo esteja concluído até 2023.

Esta transformação dos comboios levará a uma redução dos custos, visto que a eletrificação de toda a linha seria muito mais dispendiosa. Ainda assim, é só uma parte de todas as alterações que estão previstas para a Linha do Vouga através do Programa Nacional de Investimentos para 2030, cujo orçamento total deverá rondar os 100 milhões de euros.

Para já, de acordo com Adriano Carvalho, o objetivo do H2Rail será “expandir as composições de hidrogénio para as restantes linhas ferroviárias”. Ainda assim, “para que a linha do Vouga fique operacional, é necessário que, em simultâneo, existam já os postos de abastecimento para o efeito”.

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