Na cidade

Zero pede que encerramento noturno do Aeroporto de Lisboa seja “para sempre”

Até junho, há obras entre as 23h30 e as 5h30 e por isso não há voos durante a noite na capital. Ambientalista defendem que medida seja definitiva.

Desde esta segunda-feira, 6 de janeiro, e até ao próximo mês junho, não há voos noturnos a sair ou chegar ao aeroporto de Lisboa, devido às obras de expansão. Mas os ambientalistas vão já avisando: a partir do verão, isto significa que deverá haver mais voos e é expectável mais ruído, pelo que a interdição noturna deveria ser prolongada — “para sempre”.

Segundo a organização ambientalista Zero, é em primeiro lugar “inacreditável” que as obras que decorrem a partir desta segunda-feira no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, não sejam sujeitas a uma avaliação de impacto ambiental.

Durante seis meses, há trabalhos a decorrer entre as 23h30 e as 5h30, não havendo voos noturnos; e Francisco Ferreira, presidente da Zero, frisa à “Rádio Renascença” que chegando “ao fim das obras os voos vão continuar a realizar-se sem limites, porque na prática será encontrada sempre justificação para os enquadrar”.

Os ambientalistas defendem que o período de interdição de seis horas de voos noturnos em Lisboa se mantenha e lembram o que aconteceu em julho de 2019, quando a Zero contabilizou o número de voos e mediu os níveis de ruído nos acessos ao aeroporto Humberto Delgado — apurado que em sete dias foi ultrapassado o número máximo permitido de movimentos aéreos diários.

Segundo lei do ruído de 2000, entre a meia noite e as seis da manha é proibido ocorrer qualquer movimento aéreo no aeroporto de Lisboa; mas um regime de exceção publicado em 2004, por ocasião do europeu de futebol, permite no período noturno um máximo de 91 movimentos semanais e 26 diários.

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