Turismos Rurais e Hotéis

O pequeno hotel mais sustentável das Maldivas é de um português

O Ecoboo foi fundado em 2022 por António Marques. Os hóspedes portugueses já representam 20 por cento do total.
Um pequeno paraíso junto à praia.

É paradisíaco, repleto de palmeiras e construído na sua maioria por bambu e madeira. O Ecoboo, fundado em 2022 por António Marques, é uma das estadias de eleição nas Maldivas, e acabou de ganhar mais um atrativo: recebeu o prémio de “pequeno hotel mais sustentável” do arquipélago na Ásia Meridional. 

Com raízes bem portuguesas, o eco-resort foi distinguido esta quinta-feira, 6 de junho pela sua construção dinâmica e sucesso num curto tempo de existência. A qualidade foi reconhecida a partir de um programa da União Europeia que distingue projetos menores com práticas amigas do ambiente. É o caso da redução de plástico e da proteção dos oceanos da Ásia — Maldivas, Sri Lanka ou Índia, enuncia o “Expresso”. 

“Os resultados têm sido bastante positivos. Nos últimos seis meses o hotel esteve praticamente cheio, com ocupações de mais de 90 por cento, está a correr tudo muito bem e a superar as nossas expectativas”, adianta António Marques.  Alguns portugueses já o descobriram — fazem 20 por cento das reservas—, mas o fundador pretende receber muitos mais por se tratar do único com um toque nacional nas Maldivas. 

O Ecoboo demorou cerca de dois anos e meio a ser construído e abriu oficialmente em agosto de 2022. Começou como uma guest-house com 12 quartos, tornou-se num hotel com 26 quartos, que agora foi ampliados para 46 quartos. Algumas das suites podem alojar até quatro hóspedes e todas têm terraços privados com vista para a praia e o oceano. O rooftop acolhe um bar tranquilo, mas o empreendimento conta ainda com o restaurante Acqua Beach, um bar de praia, um centro de mergulho e um spa (disponível em agosto).

Os hóspedes podem também visitar ilhas desertas, observar golfinhos ou fazer snorkeling — e não precisam pagar mais por isso. As atividades estão incluídas na estadia, que oscila entre os 150€ a 200€ por pessoa e por noite. As reservas podem ser feitas online.

Por estar situado numa ilha com habitantes que professam a fé islâmica, as bebidas alcoólicas são proibidas, algo que não acontece nos resorts situados em regiões desabitadas. Contudo, essa limitação pode mudar em breve: António quer voltar a trazer o conceito de barco-safari para o atol. Comprou um barco em segunda mão e, daqui a dois meses, já deve estar operacional — na embarcação os passageiros poderão beber à vontade. Vai funcionar como um bar e restaurante flutuante, mas também deverá ter alguns quartos onde será possível pernoitar.

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