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Passámos um dia perfeito de férias em Porto Covo. Sim, mesmo no inverno

É uma das aldeias mais bonitas de Portugal em qualquer altura do ano, cheia de programas divertidos para toda a família.

Quando tinha apenas 12 anos, Joaquim Matias já era um pescador a sério, um verdadeiro miúdo do mar, cheio de aventuras perigosas. Numa das suas primeiras saídas para alto-mar, ao regressar para Porto Covo, ficou preso sozinho nas correntes sem conseguir remar para terra.

“Naquele dia saiu uma dúzia de barquinhos a remos e à vela. Depois de fazermos o nosso trabalho não conseguíamos nem avançar para Sines, nem entrar em Porto Covo. A força do mar era tão grande que só nos afastava de terra e o vento não nos deixava erguer a vela”, conta à NiT.

Por coincidência, este episódio aconteceu a 13 de maio, precisamente no dia de Nossa Senhora de Fátima. “Nós tínhamos esperança que tudo fosse correr bem por ser naquele dia, os mais velhos estavam muito assustados e rezaram a Nossa Senhora para que nos deixasse a salvo”.

Joaquim Matias, conhecido por todos como Mestre Matias.

Joaquim Matias era demasiado novo para compreender a gravidade da situação. “Eu só mantive a calma e tentei fazer tudo o que me diziam, não tive medo porque era muito novo e inexperiente para perceber o tamanho do perigo na altura. Só me apercebi quando pisei terra firme, aí parece que me caiu tudo e agradeci muito à Virgem Maria por nos ter ajudado”.

Hoje em dia qualquer morador de Porto Covo, Sines, Vila Nova de Mil Fontes ou qualquer outra terra da Costa Vicentina conhece o Mestre Matias. Aos 77 anos, o pescador virou guia turístico e tem a concessão das viagens de barco que vão da praia junto do forte até à Ilha do Pessegueiro, para onde leva dezenas de turistas.  

Apesar de ser um destino especialmente popular durante o verão, Porto Covo tem muitas mais atrações que vale a pena conhecer nas outras estações. Neste mês de novembro, a NiT passou um dia inteiro a passear pela aldeia, numa espécie de roteiro perfeito de 24 horas. O Mestre Matias foi um dos personagens com quem nos cruzámos, mas há muitas mais histórias para contar — como o passeio inesperado pelo Trilho dos Pescadores ou o almoço no famoso restaurante Alma Nómada. 

Carregue na galeria para conhecer as nossas sugestões para cada hora. Foi, de facto, um dia perfeito em plena costa alentejana. 

Crédito fotografias: Turismo do Alentejo | Vítor Seromenho

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