Teste negativo também vai ser obrigatório para quem entra de carro em Portugal

A medida de controle será, com as necessárias adaptações, aplicada às fronteiras terrestres, marítimas e fluviais.

Não são só os passageiros de avião — portugueses ou estrangeiros — que vão precisar de teste negativo à Covid-19 para entrar em Portugal a partir do próximo dia 1 de dezembro.

Quem chegar ao País de carro também terá que apresentar prova de que foram testados e que o resultado indica que não existe infeção detetável, avança o “Público” citando um comunicado do Conselho de Ministros. Segundo o mesmo, esta medida, “com as necessárias adaptações”, será extensiva às “fronteiras terrestres, marítimas e fluviais”.

Recorde-se que, a um mês do Natal e com os casos a aumentarem em Portugal, o governo reuniu com especialistas e partidos para pensar em novas medidas para conter a pandemia. As decisões foram anunciadas esta quinta-feira, 25 de novembro, após o Conselho de Ministros.

Mais máscaras, certificado digital obrigatório (que assegura a toma de uma vacina contra a Covid-19) nos restaurantes e hotéis, teletrabalho recomendado (e pontualmente obrigatório) e adiamento do regresso às aulas depois do Natal são em traços gerais as grandes novidades apresentadas pelo primeiro-ministro.

Na apresentação das medidas, que pode consultar no artigo da NiT, António Costa frisou que os testes negativos ao novo coronavírus passam no dia 1 de dezembro a ser obrigatórios “para qualquer entrada em território nacional, seja qual for o ponto de origem e sejam qual for a nacionalidade do passageiro.”

Sobre este ponto, o primeiro-ministro recordou mesmo que é obrigatório que as companhias de aviação só permitam o embarque para Portugal de pessoas que provem estar devidamente testadas. “Constatamos que, infelizmente, as empresas não têm cumprido a sua obrigação e por isso alterámos o quadro contra-ordenacional e passamos a aplicar uma coima de 20 mil euros por cada passageiro desembarcado no território português sem estar testado”, avisou.

As sanções podem também culminar com a suspensão de voos para território nacional das companhias que não cumprirem as regras, pois “consideramos que é um ato de profunda irresponsabilidade transportar pessoas que não estão testadas e desembarcar pessoas não testadas. Queremos manter as fronteiras abertas”, disse o governante.

Costa anunciou ainda o reforço de controlo nos aeroportos, tendo sido determinada a contratação de uma empresa de segurança para verificação do cumprimento desta regulamentação. Serão as companhias de aviação a suportar todas as despesas de quem tem de ficar em isolamento profilático.

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