Turismos Rurais e Hotéis

A casa gandaresa centenária que se transformou num turismo rural em Mira

O alojamento, construído em 1906, conserva a estrutura tradicional de pátio fechado e guarda alguns elementos originais.
Tem uma piscina e um pátio enorme.

Nascido e criado perto da lagoa de Mira (perto de Aveiro e da Figueira da Foz), João Pinho tem 48 anos e sempre viveu perto do mar. Aos 16 anos, mudou-se para Coimbra, mas nunca esqueceu as suas raízes. É licenciado em turismo, trabalhou durante anos em hotelaria e chegou a trabalhar na embaixada de Portugal na Holanda. 

A mulher, Sofia Sousa, de 44 anos, também viveu fora do País durante uns tempos e trabalhou em Madrid. Em 2007 o casal decidiu que estava na altura de regressar a Portugal. “Tínhamos uma casa gandaresa em Mira, que era dos meus avós e estava devoluta. Achávamos que era digno fazer algo ali e criámos o nosso projeto, a Casa da Lagoa”, conta à NiT João Pinho. 

Reconstruíram a casa dos avós, adaptaram os velhos currais, transformaram as arrecadações e celeiros. O alojamento abriram portas em 2015, com cinco quartos. O sucesso foi tão grande que o proprietário decidiu investir numa segunda unidade de turismo rural: a Forja.

Tal como o primeiro projeto, esta também era uma casa gandaresa, construída em 1906, e pertencia aos bisavós de João. Apesar de serem casas diferentes, o terreno é praticamente o mesmo e comunicam através das áreas exteriores nas traseiras.

As casas gandaresas são as habitações agrícolas típicas da região das Gândaras, construídas em adobes de cal e areia, secos ao sol. A construção está centrada em torno de um pátio interior para o qual toda a habitação, celeiros, currais e galinheiros estão virados. Os portões, por sua vez, eram largos o suficiente para deixar passar um carro de bois.

“Mantivemos o conceito da casa tradicional de pátio fechado, aproveitámos algumas das pedras da frontaria e praticamente só construímos os quartos no piso de cima”, refere o proprietário. Cheia de memórias familiares, decidiram dar à casa o nome Forja — e a explicação é simples. “O meu bisavô era ferreiro e tinha ali a sua forja. Depois decidiram dar o nome de Forja àquela rua”, explica.

A receber hóspedes desde meados de agosto, a decoração deste turismo rural “é sóbria” e tem “elementos que fazem recordar a família”. É possível encontrar, por exemplo, peças decorativas em vime, em homenagem ao avô, que era agricultor e chegou a fazer cestos para a agricultura. Pelo espaço também estão espalhadas fotografias a preto e branco da Praia de Mira, um quadro de um pintor local representativo das tradições da região e até mesmo um apontamento ligado aos caretos de Lagoa. 

“É um espaço sóbrio, secreto, onde tentamos aliar o bem receber e a qualidade daquilo que estamos a oferecer. O nosso objetivo é que o hóspede se sinta como em casa”, resume o proprietário. A Casa da Forja dispõe de nove quartos — um deles preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida — e tem capacidade total para 18 hóspedes. Os quartos são duplos e cada um tem uma casa de banho privativa.

Em relação às áreas comuns, existe um salão onde é servido o pequeno-almoço e um honesty bar, onde as bebidas e outros produtos consumidos devem ser registados pelos hóspedes que as contas sejam feitas no final da estadia. No exterior, há um jardim com árvores de fruto, piscina e espreguiçadeiras.

Os valores dependem da época, mas variam entre os 70 e os 90€ por noite. As reservas, tanto da Casa da Lagoa como da Forja, podem ser feitas no Booking.

De seguida, carregue na galeria para ficar conhecer melhor o novo turismo rural em Mira, na região centro do País.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua da Forja, 9, Lagoa

    3070-148  Coimbra
ESTILO
turismo rural
PREÇO MÉDIO
Entre 50€ e 100€
AMBIENTE
rural

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