Turismos Rurais e Hotéis

A portuguesa que abriu um alojamento no “paraíso perdido” do Sri Lanka

Catarina Almeida apaixonou-se naquele país e decidiu criar um espaço onde os nómadas digitais (e não só) pudessem dormir e trabalhar.
O casal abriu o Lost Paradise em agosto.

Quando se fala em destinos com praias paradisíacas e beleza natural, pensamos em Bali ou na Tailândia, por exemplo. Contudo, existe um país igualmente deslumbrante, também no continente asiático, que acaba por ficar meio esquecido: o Sri Lanka. Este foi precisamente um dos locais que Catarina Almeida, de 37 anos, decidiu conhecer na sua pequena volta ao mundo quando o inesperado aconteceu: apaixonou-se e abriu um alojamento local com o namorado. 

Catarina Almeida nasceu em Lisboa, mas a sua curiosidade e interesse em conhecer outros cantos do mundo levaram-na a percorrer, e até viver, noutros países. Saiu de Portugal pela primeira vez em 2007, para viver em Budapeste, na Hungria, durante nove meses através do Inov Contacto, um programa de estágios internacionais.

Terminado o estágio, regressou ao nosso País em busca de trabalho na sua área de formação: marketing. “Voltei para Portugal durante três anos, até que decidi que devia mudar novamente. A situação aqui, na altura, não estava muito boa e eu decidi arriscar e ir para Londres, até porque sempre tive vontade de viver fora”, começa por contar à NiT Catarina. E assim foi.

Fez as malas e mudou-se para Londres em 2012, onde viveu durante sete anos. Com a paixão pelas viagens sempre presente, decidiu que estava na altura de se aventurar numa experiência ainda maior: dar uma volta ao mundo sozinha.

“Já tinha tudo planeado para fazer a volta ao mundo. Estive na Tailândia, vim para o Sri Lanka onde acabei por conhecer o meu namorado e cheguei a ir até à Índia. Comecei esta viagem na altura em que começou a Covid-19 e, como as coisas na Europa já estavam a ficar muito más, tive de regressar a Portugal”, revela.

Durante um ano e meio de confinamentos e com o fecho de fronteiras, nunca perdeu a esperança de regressar ao país pelo qual se apaixonou e onde a esperava uma pessoa especial, chamada Sharma Selvarajan. Assim que o mundo começou a regressar, aos poucos, à normalidade, não perdeu mais tempo e mudou-se para o país asiático em fevereiro do ano passado.

“Mesmo antes de conhecer o meu namorado, quando cheguei ao Sri Lanka gostei imenso do país por várias questões. Tem uma beleza natural e muita diversidade, desde as praias, as plantações de chá e os templos. As pessoas também eram super prestáveis e recebiam-nos sempre com um sorriso na cara”, diz Catarina. Apesar de toda a beleza, percebeu também que este era um “país pouco explorado e com muito potencial”.

“Uma das minhas primeiras ideias, quando vim para cá, foi que seria interessante abrir um negócio aqui porque ainda há muito por explorar. Queria abrir um espaço que atraísse mais nómadas digitais, até porque eu trabalho remotamente e ainda há pouca oferta a esse nível”.

Assim, juntamente com o namorado, que era gerente de uma loja de chá, começaram à procura da casa certa para dar início ao projeto. “Encontrámos um espaço pequenino, mas muito giro e acolhedor, na cidade de Mirissa, um dos pontos turísticos de Sri Lanka. Estamos muito perto de uma das melhores praias do país”, conta.

Encontrado o espaço, só faltava o nome do alojamento: Lost Paradise. Traduzido para português, significa “paraíso perdido”. Para Catarina Almeida, são precisamente essas duas palavras que definem da melhor forma o Sri Lanka. “É um sítio muito pouco explorado. As pessoas quando pensam em paisagens idílicas e praias espetaculares pensam sempre em Bali ou Maldivas. No meio dos países aqui na Ásia, Sri Lanka acabou por ficar um bocadinho esquecido”.

O Lost Paradise começou a receber hóspedes no dia 18 de agosto e dispõe de três quartos duplos, com casa de banho privativa e ar condicionado, e um enorme jardim. O slogan do espaço é “Stay, eat work” porque, além de dormir, há muito mais para fazer por ali. 

Apesar de ainda não estar totalmente pronto, o casal está neste momento a trabalhar para abrir um café no início de outubro, que vai estar integrado neste mesmo conceito. “No andar de cima também vamos construir um coworking, porque ainda faltam muitos espaços do género aqui”, explica.

A par do espaço para os nómadas digitais, o piso superior também irá ter uma área de ginásio e fitness.

Durante a época baixa, o preço por noite para ficar hospedado num dos quartos do Lost Paradise é de 22€. Já na época alta, fica por volta dos 35€ por noite. As reservas podem ser feitas através do Airbnb.

De seguida, carregue na galeria para ver as primeiras fotografias do Lost Paradise.

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