Há cerca de seis anos, Maria do Sameiro e José Luis Furtado encontraram o terreno com que sempre sonharam. O casal, natural da Póvoa de Varzim, sempre quis ter uma casa de campo para a família, junto a um curso de água. O desejo, porém, só se concretizou em 2020, quando finalmente encontraram o sítio ideal.
Foi em Vila Verde, no distrito de Braga, que uma propriedade com um antigo moinho e uma casa de lavoura lhe chamou a atenção. A residência principal já estava praticamente em ruínas, enquanto o moinho estava parcialmente preservado, mas em mau estado.
“O terreno em si estava coberto de silvas e tinha muitas ervas”, recorda à NiT Maria, de 51 anos. “Quando lá chegámos, não conseguíamos ver o ribeiro, apenas ouvíamos a água a correr.”
Durante os primeiros meses, a família dedicou-se à limpeza do terreno e só depois é que arrancaram com as obras. Maria e José Luis, empresário no ramo da eletricidade, de 51 anos, contaram desde o início com o apoio dos filhos: Diogo, de 25 anos e ligado à gestão de marcas e branding, e Filipa Furtado, uma estudante universitária de 20 anos.
Passados seis anos e com alguns desafios pelo meio, o projeto saiu finalmente do papel. Este domingo, 21 de junho, a família inaugurou o refúgio Moin-Hous, com três suites, uma zona de lazer e um jacuzzi de pedra com vista para uma pequena queda de água.
Na casa principal, onde estão as três suites, os fundadores conseguiram preservar a estrutura em pedra. Uma das alterações que optaram por fazer foi retirar a antiga varanda da residência, que já estava deteriorada. Preferiram uma “linha mais moderna”, que casasse perfeitamente com a tradição da propriedade.
No moinho, por sua vez, chegaram a pensar em fazer um novo quarto, mas acabaram por transformá-lo numa zona de convívio, com jacuzzi e garrafeira. “Quisermos fazer algo direcionado para o lazer porque o ribeiro corre mesmo ali ao lado”, explica. “As pessoas conseguem estar lá dentro a usufruir do barulho da queda de água.”

Diogo, o filho mais velho, ficou com a parte da decoração, com o apoio da mãe e de um casal de arquitetos responsável pelo projeto. “Desde o início, ele queria algo mais luxuoso e requintado. Inspirou-se um pouco nas viagens que já tinha feito”, aponta.
O jovem inspirou-se em várias cidades europeias, onde existe “uma harmonia natural entre funcionalidade e estética contemporânea”. No final, apostaram em materiais como a pedra e a madeira, além de tons que “não competem com a paisagem.”
Já José Luis, foi responsável por grande parte das obras feitas no moinho e também no exterior da propriedade. “A nível de jardim, temos também feito tudo juntos. Tem sido um trabalho mais nosso”, sublinha Maria.
A cofundadora refere que, quando a família para trás, sente “um orgulho muito grande”, sobretudo porque ainda recordam o estado degradado do terreno quando foi comprado. “Era um sonho para nós termos uma casa de campo com muita personalidade. É uma alegria poder realizá-lo.”
Em breve, o espaço pretende criar novas parcerias com produtores locais para organização de provas de vinhos, showcookings, workshops de cerâmicas, aulas de ioga, entre outras experiências.
As diárias na Moin-Hous, que tem capacidade para até seis pessoas, variam entre os 500€ e 800€, mediante a época do ano e o número de hóspedes. As reservas podem ser feitas online.
Carregue na galeria para ver algumas fotografias da Moin-Hous.







