Turismos Rurais e Hotéis

As novas casas de férias nas margens do Tâmega pedem uma escapadinha de verão

Pertencem aos descendentes de Amadeo de Souza-Cardozo. Estão inseridas na Quinta d'Azenha e têm uma piscina que dá para molhar os pés no rio.
As salas viradas para o rio

Miguel apresenta-se apenas como Cardoso, embora à medida que o novelo se desfaz, surja outro apelido em conversa. Sousa Cardoso, com raízes em Amarante e Marco de Canaveses, são as peças do puzzle que começam a desvendar as origens do empresário de 42 anos.

Familiar direto do famoso artista amarantino Amadeo de Souza-Cardozo, é também proprietário da Quinta d’Azenha, propriedade nas margens do Tâmega que é um dos novos alojamentos da região. E a história de como nasceram as casas do Pato Real e da Garça — as duas habitações da quinta — envolve mais uns quantos Sousa Cardosos.

“Tenho uma costela de Amarante e outra de Marco de Canaveses”, confessa Miguel Cardoso, formado e especializado em desporto de alto rendimento, mas que encontrou na hotelaria e restauração um segundo modo de vida. “Foi uma das alternativas ao desporto, na entrada para a faculdade”, nota. Ainda assim, só mais tarde dedicar-se-ia aos pratos, muito por culpa da mãe, oriunda de famílias com tradição na restauração.

O Pena nasceu em 2011 e tornou-se numa das referências da região, sobretudo graças à sua “cozinha rural histórica”. Miguel já ajudava no negócio, mas a pandemia levou a que o foco se virasse sobretudo para estes velhos e novos projetos. “Há muitos anos que tinha essa paixão. Depois do confinamento, optei por me desligar da área desportiva e dediquei-me apenas ao restaurante.”

Chegados a 2020, Miguel e a mulher Joana decidiram começar a procurar casa perto do restaurante e, requisito obrigatório, junto ao rio. A busca começou por ser feita a pé, entre quintas, à caça de uma casa em ruínas que pudesse ser recuperada. “Curiosamente, na noite anterior, falava com a minha esposa sobre o nosso primo Martinho, familiar que estava em Castelo Branco, mas que era quem ligava a família”, explica. “Sentíamos saudade dele e em conversa combinámos que se tivéssemos um filho, lhe daríamos esse nome.”

Na manhã seguinte, entre passeios à beira rio e alguns conselhos dos moradores, acabaria por encontrar o terreno perfeito: uma área de dois hectares junto à margem, com edifício para recuperar. “Mas olhe que é dos Souza Cardoso”, advertiu um dos habitantes que o apontou na direção certa. Miguel estranhou e, ao fim de vários dias de investigação, percebeu que o terreno pertencera precisamente ao familiar Martinho. “Falei com o irmão dele, que me indicou o novo proprietário, com quem falámos precisamente no Dia de São Martinho (risos)”.

Coincidências à parte, o terreno era perfeito para o que pretendia. Em 2020, arrancou com as obras que dariam origem à Casa do Pato Real, que serviria de habitação à família; e a Casa da Garça, que serviria como alojamento rural. Com a recente mudança para Amarante, Miguel decidiu colocar também a primeira no mercado e é, desde janeiro, o novo empreendimento da Quinta d’Azenha.

A família regressou a Amarante e deixou a casa maior vaga, a do Pato Real, com capacidade para receber quatro hóspedes entre os dois quartos e três casas de banho, entre cerca de 120 metros quadrados. Os nomes inspiram-se na fauna que passa regularmente pela zona verde da região.

A decoração, da autoria de Joana Cardoso, procurou “trazer para dentro de portas a natureza lá de fora”, sobretudo nos verdes e castanhos que passaram para a paleta usada nas paredes e nos mais variados detalhes. A sala, em open space, avista diretamente o rio. “Como gosto de cozinhar, sinto que a cozinha tem que estar aberta e não sendo um espaço muito sexy, tentámos torná-la o mais semelhante ao resto da casa, para não parecer sequer uma cozinha”, explica Miguel.

Um pouco mais pequena com 90 metros quadrados, a nível de divisões, a Casa das Garças tem apenas menos uma casa de banho. E ambas as casas têm piscina exterior privativa e um barbecue. Estão, naturalmente, totalmente equipadas.

A quinta de 2,5 hectares divide-se entre jardins, árvores de fruto e espaços para muitos dos animais que por lá vivem e que compõem o cenário rural e de tranquilidade. O custo da estadia varia entre os 180 e os 350€ por noite, dependendo da época do ano, que pode também implicar uma reserva mínima de duas noites em época baixa e de três em época alta.

Carregue na galeria para ver mais imagens da Quinta d’Azenha.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Rua da Praia Fluvial 468
    4635-308 Marco de Canaveses
ESTILO
alojamento local
PREÇO MÉDIO
entre 151€ e 250€
AMBIENTE
rio

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