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Bom vinho, paz e sossego: a quinta perfeita para uma escapadinha às portas de Lisboa

O ambiente rústico e sereno da Quinta de Sant'ana, em Mafra, vai ajudá-lo a esquecer de vez o confinamento.
Tudo o que precisamos.

Os tempos tumultuosos do pós-25 de abril deixaram a fabulosa quinta junto à Tapada de Mafra ao abandono. Quase vinte anos depois, James Frost regressou sozinho com a missão de redescobrir o sítio mágico que o seu sogro deixou em Portugal. O plano passava por fazer um ponto de situação e, eventualmente, até vender a quinta. Isso nunca aconteceu.

Pouco tempo depois chegou Ann, a mulher e filha do proprietário, o barão Gustav von Furstenberg, que ali criou os sete filhos antes de fugir à pressa do País, durante a revolução de abril. O jovem casal mudou-se de vez para a Quinta de Sant’ana com a missão de recuperarem o terreno e as casas à sua antiga glória — e também de ali criarem a sua numerosa família de sete filhos.

Hoje, a quinta não é apenas uma referência da produção de vinho na região de Lisboa. É também um enoturismo rústico e acolhedor, ponto de paragem obrigatória para apaixonados pelo campo, pelo vinho e pela paz e sossego. Tudo isto às portas de Lisboa.

Centro de produção vinícola desde o séc. XVII, diz-se que a quinta terá sido oferecida pelo Rei D. Luís à sua amante, a atriz Rosa Damasceno. Seja ou não verdade, o facto é que desde 1994 que qualquer pessoa pode conhecer os cantos e recantos da propriedade: da pequena capela construída em 1633 — que guarda a imagem de Santa Ana — aos enormes tanques de fermentação em mármore da adega.

Só que o inglês James e a alemã Ann tinham mais planos para a Quinta de Sant’Ana. As pequenas edificações da quinta foram sendo transformadas em espaços independentes. Hoje, a Quinta de Sant’Ana tem cinco casas de alojamento local, bem como pelo menos quatro pequenos quartos para quem pretende apenas ficar uma só noite.

A joia é a Casa do Marreco, isolada no outro extremo da propriedade, com capacidade para acolher até 10 pessoas. No interior, uma decoração mais clássica, rústica e colorida — é, aliás, o denominador comum em todos os alojamentos — existem cinco quartos e três casas de banho.

As cozinhas estão totalmente equipadas, até porque a Quinta funciona num sistema de self-catering. Contudo, nesta fase, é possível pedir que a Quinta prepare algumas refeições que depois são deixadas em cada uma das casas.

Lá fora, a casa está rodeada de vinha e de pomares. Tudo isto para observar do fresco da piscina instalada nas traseiras.

Pode também optar por uma das casas mais próximas da entrada da quinta, como a Casa do Caseiro, com capacidade para sete pessoas. Mais pequenas, a Casa da Vinha ou a Casa dos Limões acolhem ate seis pessoas. Ou, por fim, a Casa da Adega, com apenas dois quartos.

Na casa principal, o estábulo deu lugar aos stable rooms, quatro pequenos quartos individuais, já com decoração mais moderna, que podem ser reservados apenas por uma noite. Habitualmente usados para acolher anfitriões de eventos, agora cancelados pela pandemia, estão à disposição de todos os que os queiram usar.

Os quatro quartos têm à disposição uma zona comum de estar e de refeição, mas por estes dias, esse serviço pode ser feito no quarto, onde são entregues bolos, frutas e bebidas. Os preços da estadia variam entre os 95€ e os 120€ por noite.

A propriedade, essa é de todos, e pode ser percorrida para ir à descoberta dos campos de cultivo, do rebanho de ovelhas que por lá pastam, das extensas vinhas de onde saem os vinhos de marca própria, da capela ou dos pequenos pomares.

James e Ann Frost mudaram-se para a quinta nos anos 90

Na casa principal, o estábulo deu lugar aos stable rooms, quatro pequenos quartos individuais, já com decoração mais moderna, que podem ser reservados apenas por uma noite. Habitualmente usados para acolher anfitriões de eventos, agora cancelados pela pandemia, estão à disposição de todos os que os queiram usar.

Os quatro quartos têm à disposição uma zona comum de estar e de refeição, mas por estes dias, esse serviço pode ser feito no quarto, onde são entregues bolos, frutas e bebidas. Os preços da estadia variam entre os 95€ e os 120€ por noite.

A propriedade, essa é de todos, e pode ser percorrida para ir à descoberta dos campos de cultivo, do rebanho de ovelhas que por lá pastam, das extensas vinhas de onde saem os vinhos de marca própria, da capela ou dos pequenos pomares.

Apesar do self-catering ser a regra, é possível reservar piqueniques no meio da vinha ou, claro, as quase obrigatórias provas de vinho. Além dos vinhos — nos quais há também uma produção biológica —, a quinta tem também produção de mel e cultivo de flores que, sim, são usadas para embelezar os eventos que regularmente recebe.

Para uma experiência definitivamente rural, e ainda possível aprender a fazer pão de Mafra com uma receita antiga — e com um mais do que adequado forno a lenha —, arranjos florais ou até a viver um dia de trabalho na quinta, entre as vinhas e os pomares.

Com tantas opções de alojamentos, os preços variam muito. Com estadia mínima de duas e três noites, ficar na Casa do Marreco tem um custo mínimo de 840€. Caso prolongue a estadia para sete noites, o valor sobe para os 2.282€. A opção mais barata, por exemplo, é a Casa da Adega, onde a estadia de duas noites fica por 390€ e uma semana por 1.036€.

Carregue na fotogaleria para ver mais imagens da Quinta de Sant’ana.

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Quinta de Sant'Ana, Rua Direita 3, Mafra, 2665-113 Gradil, Portugal
ESTILO
turismo rural
PREÇO MÉDIO
mais de 250€
AMBIENTE
wine house

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