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Cabanas da Viscondessa: este eco-resort nos Açores quer estar longe do mundo

Ainda assim, será mais acessível do que possa imaginar. O projeto honra dois séculos de história de uma família em São Jorge.
Um lugar especial.

O eco-resort Cabanas da Viscondessa vai nascer a 20 de agosto, em plena mata da ilha São Jorge, nos Açores. O projeto é um sonho antigo de família que está prestes a ser concretizado.

O responsável pelo eco-resort é Jorge Noronha Silveira, figura com um passado ligado ao Direito. Foi secretário de Estado da justiça em Macau até à transição do território para a China e professor universitário. Mas ao longo da carreira sempre teve este objetivo, que já vinha dos tempos de infância.

“Desde miúdo que venho passar férias a São Jorge”, recorda o antigo jurista à NiT, destacando que há muito que se queria mudar para aquela ilha. “Sempre acalentei o sonho de vir para cá um dia. Só agora, já depois de velho [risos], é que se proporcionou”.

Jorge nasceu em Lisboa, mas lembra-se bem das férias de verão que ali passava. “Habituei-me a ouvir as histórias da família, dos meus bisavós”. Jorge ainda se lembra “do tempo em que só se viajava de barco, levávamos cinco dias a cá chegar, ainda não havia água canalizada nem luz”.

O eco-resort que agora irá nascer é um espaço com uma lógica de sustentabilidade, em contacto com a natureza, mas onde o conforto e o cuidado serão fundamentais. Precisamente para manter esta ligação à terra e à sua história.

Conforto na natureza.

As cabanas foram construídas usando madeira da criptoméria do Pico e há detalhes de pedra basâltica na Casa Mãe, onde será a receção do espaço e o lugar de refeições. Ao todo, existem três cabanas T0 e três T1, sendo que estas dão perfeitamente para receber quatro hóspedes. Os preços variam entre 100€ a 200€, consoante a cabana, a época do ano e da lotação. Todas as cabanas têm kitchenette — e ninguém poderá fumar lá dentro.

O design de interiores ficou a cargo de Carmen Miranda, que fala à NiT com orgulho deste projeto especial onde quis refletir a tradição de 200 anos daquela família. “É um local onde ainda se ouvem os passarinhos”.

O nome – Cabanas da Viscondessa – presta tributo à nobre que há dois séculos se tornou uma figura de relevo em São Jorge. Os terrenos são da família. Uma das sobrinhas e herdeiras da Viscondessa é precisamente a bisavó do proprietário. “Aproveitei o espaço de mata para reconstruir estas cabanas”.

A Casa Mãe do eco-resort.

Embora se encontrem em plena mata (a morada é daquelas que não têm número da porta), as cabanas vão estar bem acessíveis. O aeroporto fica a apenas cinco minutos de carro.
Nas proximidades, existe uma zona balnear, passeios pedestres e empresas que organizam passeios de barco ou outras atividades mais radicais. O espaço irá ainda contar com zona de restauração para os hóspedes e que terá especial atenção aos produtos locais. O menu terá opções saudáveis, “que nem sempre é fácil encontrar em São Jorge”.

“É uma das poucas quintas que ainda sobrevivem em São Jorge”, destaca Jorge. E esse é um dos legados que também importam preservar. Especialmente agora, que o seu sonho de infância está prestes a tornar-se uma realidade.

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