Turismos Rurais e Hotéis

Casas do Bairrinho: o alojamento de outono perfeito com lareira, natureza e castanhas

A proprietária do espaço, carinhosamente tratada por D. Alzira, é a personificação do carinho e do saber receber transmontano.
Em Alfândega da Fé.

O outono é uma altura especial. A natureza começa a renovar-se, as cores mudam, o frio chega e a maioria das pessoas começa a interiorizar que as piscinas, os dias longos e a animação do verão encontram, afinal, substitutos bem agradáveis na estação seguinte: nas suas lareiras, vindimas, castanhas, chás, magustos e tradições.

As Casas do Bairrinho são uma unidade de turismo rural que parece ter nascido para acolher o outono — e para receber quem gosta dele. Em primeiro lugar pela localização: em Sambade, uma aldeia a oito quilómetros de Alfândega da Fé, na vertente sul da Serra de Bornes, em Bragança. Tudo isto, já percebeu, numa zona imersa pela natureza mais profunda de Trás-os-Montes e de Portugal.

Em segundo lugar, pelos programas e tradições que cumpre: este ano, anunciou agora, volta a lançar a Rota da castanha e do cogumelo silvestre, um programa válido até final de novembro que inclui passeios em família, visitas a soutos milenares e participação na tradicional apanha da castanha, revisitando as tradições da região.

As chuvas de Outono trazem também à Serra de Bornes a época dos cogumelos silvestres, que estão no ponto nos meses de outubro e novembro. A belíssima região convida todos aqueles que visitarem as Casas do Bairrinho a partirem também à descoberta deste precioso fungo que se esconde nas zonas mais húmidas da floresta. 

Quarto com vista.

Trata-se de um programa de passeio que começa logo pela manhã, para aproveitar o orvalho e colher os ingredientes mais frescos da terra, e que se transforma numa oportunidade para aprender mais sobre a apanha destas verdadeiras iguarias gastronómicas. Ou seja: vai percorrer trilhos florestais de cesta de vime na mão, em busca dos boletos, sanchas, míscaros e outros cogumelos silvestres, de formatos, nomes e cores incríveis — os miúdos vão adorar.

É claro que tudo isto tem de vir embrulhado num alojamento acolhedor, típico, quente e confortável — e, muito importante nos dias que correm, isolado e seguro.

As casas são, no fundo, cinco unidades de turismo rural — Casa do Largo, Casa do Forno, Casa do Cabo, Casa do Canto e Casa Pequena — unidas num original conceito de alojamento. Em junho, a unidade reabriu com o selo Clean & Safe mas a sua responsável explica à NiT que, mais do que todas as regras de prevenção do coronavírus, ela oferece a tranquilidade, o bem-estar e o aconchego de uma ruralidade autêntica.

A montanha e o vale, as albufeiras e os Lagos do Sabor, ou o Douro mais abaixo, convidam a dias cheios de aventura, com paisagens inesquecíveis. Mas o cartão de visita deste lugar é, sem dúvida, a simpatia de Maria Alzira Vaz, proprietária do espaço, carinhosamente tratada por Dona Alzira, a personificação do carinho e do saber receber transmontano.

Foi a Dona Alzira, professora aposentada, que abriu o espaço em 2012. Natural de Sambade e bem conhecedora do meio, quis com este alojamento transmitir toda uma panóplia de saberes ligados à cultura, costumes, lendas e tradições da terra, explica-nos a mesma fonte.

O exterior de uma das casas.

“O principal objetivo sempre foi proporcionar alojamento de qualidade a quem se desloca ao nordeste transmontano. Um turismo rural em contexto de aldeia transmontana, em casas típicas de diversas tipologias com uma arquitetura que conjuga o tradicional com o mais moderno, privilegiando o conforto e as comodidades”, diz Maria Rosa Peixoto, que faz a comunicação do espaço.

As estadias nas Casas do Bairrinho querem acima de tudo fazer jus à afamada hospitalidade transmontana onde estão presentes os produtos locais, típicos e de qualidade. “O contacto com os costumes, tradições e gentes da terra é também uma realidade”, frisa. 

As principais características outonais do espaço prendem-se com “uma paisagem variada, revestida de cores e tons deslumbrantes”. A abundância de soutos de castanheiros mansos, que circundam a aldeia, permitem a apanha da castanha e a participação nos tradicionais magustos. Por todo o lado existem cogumelos comestíveis que proporcionam  uma típica gastronomia outonal.

As cinco casas independentes estão disponíveis tanto em T1, como T2 e T3. Todas as casas têm cozinha equipada, lareira e aquecimento central. Duas piscinas servem o empreendimento.

Os preços, que incluem pequeno almoço, situam-se entre os 60€ e os 100€ por dia. As reservas estão condicionadas a estadias mínimas de dois dias na época baixa e cinco dias na época alta. 

O pequeno-almoço é constituído, na medida do possível, por produtos de origem caseira, pão, queijo, mel e compotas; além das tradicionais bebidas, como chá, leite, café ou sumos. Há sempre o miminho do dia, confecionado na hora: “uma surpresa feita de amor, dedicação e com sabores e saberes de antanho (expressão que significa antigamente)”, diz a responsável do espaço.

No Booking, o turismo rural tem uma classificação média de soberbo: “Gostámos da casa, da paisagem, do sossego da aldeia e principalmente da simpatia e amabilidade dos proprietários, com um destaque muito especial para a D.Alzira”, escreve um dos visitantes recentes. O pequeno-almoço é um ponto forte recorrente nas críticas: caseiro, é “variado e delicioso, com destaque para os iogurtes e o bolo de chocolate”, completa outro hóspede.

As redondezas.

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