Turismos Rurais e Hotéis

Dolce CampoReal: o refúgio perfeito para famílias a meia hora de Lisboa

Passámos uma noite no hotel de cinco estrelas que era a antiga reserva de caça da família real. Uma experiência a repetir.
É um oásis de tranquilidade.

Assim que saí da confusão do trânsito das ruas de Lisboa e segui caminho até Torres Vedras, consegui finalmente respirar de alívio. Deixei para trás as buzinadelas de motoristas apressados e a multidão de gente que invade a capital aos fins de semana e dei por mim num oásis tranquilo na freguesia do Turcifal, em Torres Vedra, a pouco mais de meia hora da capital. Já nem me lembrava da última vez que estive rodeada de tanto silêncio e sossego.

Nos dois dias que passei no Dolce by Wyndham CampoReal Lisboa, tive a sensação que a Terra tinha passado a girar muito mais devagar. As dimensões da propriedade e o cenário propício ao relaxamento foram uma boa surpresa. Completamente envolvida pela natureza, os prados verdes e as casas amarelas que enchem de cor todo o terreno tornavam o cenário idílico.

Passava pouco das 16 horas quando entrei no edifício principal para fazer o check-in. Já tinha visto fotografias dos quartos e estava impaciente para saber se tinha ficado com o quarto com vista para a incrível piscina que é praticamente do tamanho do hotel. 

Não me demorei muito na receção e apressei-me em direção ao terceiro andar, o último piso da unidade hoteleira de cinco estrelas, que abriu portas em 2007. E não é que fui novamente apanhada desprevenida? Fui recebida por um prato com vários queijos, tostas e uma pequena garrafa de ginja de Óbidos. 

Só depois é que tive oportunidade de olhar à minha volta: o quarto era amplo e com uma decoração leve e fresca. No final do ano renovaram 59 dos 151 quartos do hotel e apostaram em cores mais claras e neutras como o verde água. Criaram ainda uma nova tipologia — os Family Rooms — perfeitos para umas férias em família, já que acomodam dois adultos e duas crianças. 

Quando finalmente cheguei à varanda e pude apreciar a vista, percebi que o regresso a casa e iria ser mais difícil do que pensei. Dalio não conseguia ver a piscina, mas o verde dos vales e vinhas da Serra do Socorro e Archeira conquistaram-me da mesma forma — ou ainda mais.

Conseguia ver também parte do deslumbrante campo de golfe com 18 buracos, que atravessa a paisagem protegida das Serras do Socorro e Archeira. Foi o primeiro campo a ser homologado pela Federação de Footgolf, uma versão da modalidade mais democrática e fácil de praticar, ideal para momentos em família ou com grupos de amigos. 

O campo pode ser usado pelos hóspedes (e não só) a partir das 16 horas e é lá que treina o Silver Coast Golf Club. Além do campo de golfe, o terreno tem ainda dois courts de ténis, um campo de futebol multiusos e um Kids Club que abre já no sábado, 2 de julho, e onde os miúdos se podem aventurar a fazer arborismo, slide e escalada.

Descobri, mais tarde, que o terreno onde o hotel foi construído fazia parte de uma antiga reserva de caça da família do tempo do rei D.Dinis. A própria Quinta do Manjapão, que agora é uma quinta de exploração agrícola localizada junto ao hotel, já tinha sido propriedade do rei.

Deram o nome de Campo Real precisamente por toda a história que está por trás do terreno. Também a estrada que ainda hoje atravessa a propriedade era chamada de Estrada Campo Real. 

Era local de passagem de muitas famílias nobres que iam de férias para a aldeia do Turcifal e ainda se podem ver os brasões nas fachadas de alguns edifícios. O hotel manteve algumas marcas dessa história, como a capela, o pelourinho e a casa da vigia.

Como o dia não estava muito ensolarado, decidimos passar o resto da tarde no circuito aquático do hotel, que é de acesso gratuito a todos os hóspedes, apesar de ser necessário fazer reserva. O circuito inclui um jacuzzi — também com vista para o terreno — sauna e banho turco. Ainda tivémos tempos de conhecer a piscina interior e o ginásio, que está aberto 24 horas, que ficam no piso -1. 

Antes do jantar ainda houve tempo para conhecermos a piscina exterior que, a par de toda a natureza da área, é um dos pontos principais do Dolce CampoReal. É, possivelmente, uma das maiores piscinas que já vi num hotel, só tive pena de não estar calor suficiente para dar um mergulho naquelas águas que estavam claramente a chamar por mim. Ainda assim, foi o cenário perfeito para um final de tarde.

No mesmo piso da piscina está um dos restaurantes do hotel, o Manjapão. É ali que são servidos os jantares e os pequenos-almoços buffet. Entrei no restaurante meio a medo e sem saber o que esperar, até porque não tinha visto nada relativamente à comida que serviam. 

O restaurante é enorme e muitas das mesas ficam junto às janelas com vista para toda a área verde. O lugar perfeito para se estar quando o sol se põe. O jantar era em regime buffet e tivemos a sorte de, naquele dia, o chef ter preparado alguns pratos mexicanos, como tacos e chili. 

Como praticamente todos os restaurantes buffets, saímos dali já a rebolar, mas ainda com espaço suficiente para beber um cocktail no Wellington, o bar principal do hotel, onde terminámos o dia. 

A cama era confortável e a noite foi tranquila, até que chegou a manhã e comecei a ouvir alguns dos hóspedes a jogar ténis lá fora. O barulho da bola a tocar no chão acabou por ser incomodativo e já não deu para dormir mais. Se não contarmos com isso, foi possivelmente uma das noites mais bem dormidas que tive nos últimos meses, muito graças ao colchão.

Como acordámos relativamente cedo, aproveitámos para ir tomar o pequeno-almoço, também no restaurante Manjapão, que está aberto até às 11 horas. À semelhança do jantar, a primeira refeição do dia também é servida em regime buffet e tem todos os produtos habituais de um hotel, como os ovos mexidos, bacon, pão, cereais e muito, muito queijo.

Ainda antes da hora do check-out tivemos tempo de voltar à piscina, com a esperança que o tempo estivesse melhor, mas parece que a sorte não estava do nosso lado nestes dias. Ainda assim, não me podia ir embora sem dar pelo menos um mergulho na piscina. Uma decisão que me arrependi assim que pus os pés na água, que estava gelada.

Decidi que a melhor opção seria simplesmente ficar a descansar numa das várias espreguiçadeiras, que pareciam já um pouco antigas e não eram as mais confortáveis do mundo. 

Fomos conhecer o Dolce Campo Real no dia certo. Como era domingo, tivemos oportunidade de experimentar o brunch ao ar livre no Garden Terrace, que foi recentemente renovado. A ementa do brunch de domingo apresenta sabores tradicionais da cozinha portuguesa, numa seleção de petiscos, tapas e pratos do dia. 

Aqui há opção de escolher um prato da ementa ou o buffet, que foi a nossa escolha. Ao contrário do que aconteceu no jantar, o buffet ficou aquém das nossas expectativas: muitos dos pratos eram os mesmos do pequeno-almoço e a oferta não era assim tão grande. 

Apesar disso, valeu a pena por ser no espaço que é. Com um Dj a passar música e uma vista incrível para o campo de golfe, a despedida não podia ter sido melhor. De seguida, carregue na galeria para conhecer melhor o Dolce CampoReal Lisboa.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    R. do Campo (Campo Real ) 2565
    2565-770 Torres Vedras
ESTILO
hotel
PREÇO MÉDIO
Entre 100€ e 200€
AMBIENTE
familiar

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