Turismos Rurais e Hotéis

Ele apaixonou-se pelo Alentejo — e criou um dos melhores retiros de ioga da Europa

O norte-americano de 38 anos fundou o Cocoon, um espaço rural na costa vicentina com comida fresca, sol, paz e ioga.
O Cocoon tem feito sucesso lá fora

Durante os últimos anos, Anton Brandt não teve poiso certo. Correu o mundo a praticar e a comandar retiros de ioga. Num dos exercícios que habitualmente lança aos alunos, deu por si a imaginar o seu próprio futuro. Viu-se num “retiro de ioga numa costa”. “Era um sítio lindo. Seria Portugal?”

Nunca tinha passado pelo País e tão pouco tinha lido muito sobre ele. Marcou a viagem sem bilhete de regresso e aventurou-se durante cinco semanas, a solo, pelo litoral e interior de Portugal. “Não sabia se daria frutos. Queria só ver se era tudo o que imaginava. Nessa altura, ter o meu retiro era apenas uma ideia.”

Mal sabia que, poucos anos depois, o seu retiro seria eleito pela “Condé Nast Traveler” como um dos melhores da Europa e, mais tarde, sugerido como um dos 15 retiros de bem-estar a visitar pelo britânico “The Guardian”.

Anton repetiu a viagem por várias vezes, sempre à procura de novos recantos. E de todas as viagens que fez, havia sempre um sítio ao qual regressava: a costa vicentina. A quinta de 150 hectares que servia de ponto de repouso aos que percorriam a rota costeira foi também um dos locais onde pernoitou.

“Fiquei em centenas de sítios em Portugal, mas achei que este era um sítio tão bonito que podia ser o local perfeito. Cheguei a pensar em comprar um pedaço de terra e construir lá o retiro, mas este era o cenário ideal”, explica à NiT o instrutor de ioga norte-americano.

O ioga é a atração principal

No arranque do verão, esta é já a terceira época do Cocoon, uma quinta na costa alentejana, em Vila Nova de Milfontes, que se dedica exclusivamente aos retiros de ioga. Todas as semanas recebem um instrutor e o seu grupo de alunos, mas qualquer um pode participar. Basta para isso que contacte os responsáveis do Cocoon para saber se há vaga. O que não se pode fazer é visitar apenas por um par de noites. Afinal, não se trata de um hotel ou de um turismo rural.

“Não funcionamos como um hotel mas como um retiro de ioga. Os professores vêm com os alunos e nós providenciamos tudo o que precisam, alojamento, três refeições diárias cozinhadas por um dos nossos três chefs. E depois temos o lago, os animais, a natureza”, conta.

Apesar do ioga ser o foco principal — praticado nas áreas reservadas, no interior do edifício ou no espaço ao ar livre, debaixo dos pinheiros —, há muitas outras coisas para fazer no Cocoon. É possível mergulhar no lago de água fresca, fazer passeios de bicicleta, explorar a propriedade e a costa, ter aulas de surf e a ocasional prova de vinhos. Caso queira alguns serviços extra, como as massagens, eles estão disponíveis, mas têm um custo extra.

Há 11 quartos disponíveis

Para acolher os visitantes estão disponíveis onze quartos arejados e luminosos, decorados em tons neutros. Lá fora há todo um espaço para socializar, dos pequenos terraços privados a redes para dormitar — e claro, mesas largas para acolher os almoços e jantares em grupo.

A comida, essa é toda fresca e local. “Uma pessoa do nosso staff tem uma produção de framboesas, por isso acabamos por fazer muita coisa com elas. Temos galinhas que dão os ovos para os pequenos-almoços e os nossos vizinhos trazem-nos diariamente pão fresco de fermentação lenta”, conta. Depois há queijos locais e tudo o que é preciso para alimentar um estilo de vida saudável.

Com a chegada do bom tempo, os retiros estão a surgir a boa velocidade e esta é a altura certa para fazer a reserva. Os preços começam nos 1.200€ por pessoa para um retiro de sete noites.

É um oásis de paz e sossego

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