Turismos Rurais e Hotéis

Geyra Apúlia: o alojamento sustentável com vista para o mar e mobiliário feito à mão

Esta casa em Esposende, “fora do normal, alternativa e autêntica”, começou a receber hóspedes em abril.
Tem uma vista incrível.

Esqueça os hotéis de cinco estrelas e os alojamentos decorados só com peças do IKEA: no mundo em que vivemos, o verdadeiro luxo está na sustentabilidade. E é isso que irá encontrar na Geyra Apúlia. Diogo Cruz tem 29 anos, é natural de Vila Nova de Famalicão e quer ajudar a tornar o mundo num lugar melhor ao apostar num turismo mais sustentável. É fã do minimalismo, o seu meio de transporte favorito é a bicicleta e a trotineta elétrica e só compra algo quando é mesmo necessário — e quase sempre em segunda mão. 

Desde miúdo que se preocupa com o meio ambiente, mas foi quando começou a estudar Gestão que tudo mudou. “Tinha muitos amigos da área da biologia marinha que tinham uma forma de pensar e estar diferente e aprendi muito com eles”, começa por contar à NiT. 

Por outro lado, sempre trabalhou na área do turismo: nos tempos da universidade começou como empregado de mesa, depois trabalhou como rececionista e ainda chegou a gerir um hostel — mas queria fazer mais pelo turismo em Portugal. Aliando o interesse pela sustentabilidade, a paixão pelas viagens e o gosto em receber hóspedes, decidiu abrir um negócio criado pelas próprias mãos. Literalmente. 

“Começámos por abrir uma casa no Gerês, mas quisemos apostar num turismo sustentável e educar os nossos clientes. Assumimos um compromisso com eles: por cada reserva, plantamos uma árvore na região”, diz. 

Após abrir a Geyra Gerês em abril de 2022, decidiu ir ainda mais longe no segundo projeto, traçando as seguintes metas: fazer o mobiliário com as próprias mãos, comprar tudo em segunda mão ou em mercados de trocas (exceto os têxteis) e dando prioridade à economia local. “Sempre tive algum jeito para a carpintaria, mas desde janeiro que me forcei a aprender mais e depressa. Todo o mobiliário foi desenvolvido manualmente com o meu pai”, destaca.

Com esforço e muito trabalho, criou um alojamento “fora do normal”, “alternativo” e “autêntico”, desta vez num histórico bairro piscatório na freguesia da Apúlia, em Esposende. Chama-se Geyra Apúlia, é uma “cabana” em frente ao mar e começou a hóspedes a 1 de abril.

O alojamento sustentável nasce a partir de um edifício construído nos anos 30 que, durante décadas, foi usado para guardar o sargaço depois da apanha, bem como para guardar material de pesca. Já nos anos 80 foi adaptado para habitação e, após estar fechado por mais de 30 anos, foi parar às mãos de Diogo Cruz. “Uma parte do trabalho já estava feito, mas ainda demorámos cerca de três meses a concluir tudo”, refere o proprietário.

Diogo Cruz, apesar viver sobretudo em Portugal, também adora viajar e passa muito tempo lá fora. Já chegou a trabalhar na Lapónia, na Finlândia, e confessa que a Geyra Apúlia tem muita influência finlandesa. “Vivi numa casa estilo nórdico de madeira, com menos de 30 graus e só com o mínimo necessário. Percebi que somos mais felizes com menos e quis trazer isso para o alojamento, com um design muito minimalista”, destaca o proprietário, que é um apaixonado pelo estilo de vida nórdico.

Com uma identidade muito própria, na Geyra Apúlia “respira-se minimalismo e sustentabilidade”. Praticamente todo o mobiliário é feito de madeira e com paletes, enquanto os elementos decorativos foram comprados em segunda mão. “Também tivemos doações através do grupo Lixo Zero e fizemos trocas através do eco-trocas Vila Nova de Famalicão”. 

A propriedade à beira-mar, que fica a 100 metros da Praia das Pedrinhas, tem capacidade para quatro hóspedes (dois adultos e dois miúdos) e pode receber até dois patudos — todos os alojamentos Geyra são pet-friendly. A casa oferece ainda uma sala de estar com televisão, casa de banho, cozinha totalmente equipada, um terraço e uma vista única para o mar. O preço para duas noites (estadia mínima) ronda os 150€.

O proprietário prepara-se para abrir um novo alojamento sustentável em Esposende já no próximo mês, com o mesmo conceito. “Temos um contrato assinado com a Organização Mundial de Turismo de reduzir o plástico ao mínimo viável em todos os alojamentos Geyra.” Em nenhuma das casas há cápsulas de café, o açúcar está dentro de garrafas de vidro reaproveitadas e o chá é feito a partir de ervas e não de saquetas. “São coisas simples que acabam por fazer a diferença”, realça Diogo Cruz.

A seguir, carregue na galeria para ficar a conhecer melhor o novo alojamento sustentável na praia da Apúlia.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Cedovem, 4740-031 Apúlia, Portugal
    4740-031 Esposende
ESTILO
alojamento local
PREÇO MÉDIO
Entre 100€ e 200€
AMBIENTE
praia

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