Turismos Rurais e Hotéis

“Hotel fantasma” que pertenceu a João Baião está novamente à venda. Custa 450 mil euros

O Estado já perdeu milhões de euros com o imóvel, que continua sem interessados. Era a única unidade hoteleira do Cartaxo.
Ninguém quer comprar o hotel.

Parece que ninguém quer mesmo comprar o hotel abandonado que foi de João Baião. Depois de quatro tentativas de venda falhadas, o único hotel do Cartaxo, com 30 quartos, vai novamente a leilão eletrónico — e agora com “desconto”.

Da última vez em que foi colocado à venda através de m leilão eletrónico, em novembro do ano passado, ainda surgiu a oferta de uma empresa da zona de Lisboa, mas o negócio acabou por não avançar. Agora, o Estado vai lançar uma nova licitação online, a partir das 9 horas da próxima segunda-feira, 10 de junho. O preço mínimo está fixado em 450 mil euros, quase cinco vezes inferior ao valor inicial, quando foi colocado na praça pública há mais de um ano, segundo o “Jornal de Negócios”. 

O Hotel Quinta das Pratas abriu em 2002 e, durante os primeiros anos, foi gerido pelo apresentador de televisão João Baião, em parceria com o advogado Cipriano Oliveira. Seis anos depois acabaram por vendê-lo a Marcelino Gargalo, que se tornou dono do direito de superfície da Oliveira e Baião. Quando fez a aquisição, o empresário não sabia que o negócio estava atolado de dívidas e não tinha contabilidade organizada.

A sociedade, constituída em 1991, deixou de contar com João Baião em 2001, ainda antes da entrada do hotel em funcionamento, e foi declarada falida em 2014. O alojamento, instalado num terreno de quatro mil metros quadrados, possui três pisos (dois deles com 15 quartos), receção, bar, restaurante, cave com quartos para o pessoal e manutenção e uma sala ampla, que chegou a ser cedida pela sociedade insolvente para usos como ginásio e discoteca.

O Estado, o maior credor da propriedade, tem cerca de 3,22 milhões de euros enterrados no hotel abandonado. O imóvel foi alvo de um primeiro leilão eletrónico em outubro do 2022, por um valor base de 2,14 milhões de euros, mas não recebeu nenhuma licitação. Contudo, o Estado, que já contabiliza um prejuízo de milhões, quer alienar o edifício — colocou-o à venda pela segunda vez dois meses depois, por um valor inferior: 1,82 milhões de euros. Ainda assim, continuou sem atrair propostas.

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