Ryan Walker tinha tudo preparado para visitar o novo hotel Amanvari, no México. No entanto, assim que o influencer, que se tem dedicado a críticas de propriedades luxuosas nos últimos anos, chegou à porta da unidade, foi impedido de entrar.
A polémica aconteceu no início do mês de agosto, quando Walker, de 33 anos, partilhou um vídeo nas redes sociais a lamentar o ocorrido, o qual descreveu como “a pior e a mais vergonhosa que já teve.” Nos últimos anos, o norte-americano começou a destacar-se nas redes sociais por visitar as propriedades turísticas mais luxuosas do mundo e partilhar avaliações “honestas”, dado que paga sempre a estadia do próprio dinheiro.
Tal como é habitual, o criador de conteúdos começou a gravar quando ainda estava a caminho do resort. Ryan aterrou no Aeroporto Internacional de San José del Cabo e contratou um motorista privado para o levar até à nova unidade hoteleira, a cerca de duas horas de distância.
Quando lá chegou, o porteiro já conhecia o nome do influencer e depois de confirmar no sistema, disse-lhe que não estava a encontrar a reserva. O crítico mostrou então o email, com o código de reserva e uma mensagem do próprio resort, enviada naquela manhã, a dar-lhe as boas-vindas ao resort. No entanto, depois de pesquisar entre os emails que tinha recebido na noite anterior, encontrou um aviso a informar que a reserva fora cancelada.
“Tendo aberto há poucos dias, ainda estamos na fase inicial de adaptação do resort para o seu pleno funcionamento e tomámos a difícil decisão de reduzir o número de chegadas nos próximos dias, enquanto concluímos este trabalho”, lia-se no email.
“Não me ligaram, apenas enviaram este email na noite anterior à minha chegada à espera de que eu fosse ler a tempo”, lamenta Ryan no vídeo, acrescentando que já tinha ficado em várias unidades daquele grupo espalhadas pelo mundo.
Para piorar a situação, os funcionários do resort pediram para tirar uma fotografia do carro onde estava o influencer antes deste se ir embora. Além disso, um deles foi filmado a chamar a polícia. Naquele momento, o crítico teve de esperar pela chegada das autoridades para ser “escoltado para fora da propriedade.”
“Fomos parados por um carro da polícia descaracterizado com cinco ou seis polícias armados”, disse Walker à CNN norte-americana . “Não falaram connosco, mas o motorista pediu-nos para baixar os vidros e mantê-los abaixados para conseguirmos continuar a conduzir.”
Walker acrescentou ao canal que tinha pago 4.662 dólares (o que corresponderá a quatro mil euros) por uma noite no hotel. Desde o incidente, a unidade terá aumentado as tarifas para cerca de cinco mil euros.
O resort respondeu oficialmente à polémica alguns dias depois do ocorrido. “O vídeo editado de forma enganadora, criado por alguém não autorizado a estar na nossa propriedade, não reflete com precisão as circunstâncias do incidente. A privacidade e a segurança dos nossos hóspedes são fundamentais, e manter um ambiente tranquilo para os nossos hóspedes e funcionários é uma prioridade máxima em todos os momentos. Este compromisso é o que faz das propriedades Aman os principais destinos do mundo em termos de privacidade e exclusividade.”
Ainda assim, Walker não deixou de lamentar a experiência: “É absolutamente inaceitável silenciar alguém que está a tentar criar uma avaliação durante a semana de abertura do seu hotel”.
Carregue na galeria para ver algumas fotografias do resort onde Walker deveria ter passado a noite.








