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Já há uma petição pública para salvar o Parque de Campismo da Galé do desmantelamento

Os novos donos do espaço querem deitar abaixo tudo o que ali está para a construção de um campo de golfe.
Milhares já assinaram petição.

O Parque de Campismo da Galé foi comprado por 25 milhões de euros pela Discovery Land Company, um consórcio norte-americano que já possui também o Costa Terra e que reforça assim a sua presença em Portugal.

Segundo adiantou o “Jornal de Negócios“, o parque de campismo será desmantelado para que seja possível aumentar a área de desenvolvimento do projeto Costa Terra, que atualmente já conta com 298 hectares. É mais uma operação milionária no litoral alentejano.

Uma petição já foi lançada que pede que se mantenha “o parque em funcionamento nos termos e condições que conhecemos”. Cerca de 2.300 pessoas já tinham assinado a petição ao início desta terça-feira, 12 de outubro, pedindo que o espaço seja preservado.

“É com enorme insatisfação e tristeza que o povo português recebe esta notícia. Para muitos é considerado o melhor parque de campismo em Portugal é alarmante que esteja neste momento nas mãos de um consórcio Americano com um projeto em vista que irá descaracterizar tudo o que conhecemos e amamos neste parque de campismo”, lê-se na petição disponível online.

Este novo projeto começou a ser falado logo depois da compra da Costa Terra, em 2019. A empresa americana passa agora a deter mais 32 hectares com esta nova aquisição. Os planos de desenvolvimento elaborados pela Discovery Land Company quanto aos terrenos do Costa Terra Golf & Ocean Club preveem a construção de 292 residências, onde o preço mínimo de um lote é, atualmente, de 3,4 milhões de euros e ainda um campo de golfe, com design do arquiteto Tom Fazio, que desenhou dezenas de campos nos EUA, incluindo alguns dos mais cotados do país.

A criação das áreas comuns será feita por Alexandra Champalimaud, uma designer de interiores oriunda de Portugal e com residência em Nova Iorque que, ao longo da sua carreira, foi responsável pela decoração de vários espaços como o Hotel Bel Air em Los Angeles, o The Pierre e o Carlyle, ambos em Nova Iorque.

Este projeto, aponta a petição, “irá descaracterizar tudo o que conhecemos e amamos neste parque de campismo. São muitos anos e muitas famílias que fazem deste parque o seu lar durante o seu período de férias, é único na sua beleza, localização e mais importante nas suas memórias que cada português tem dos momentos que lá passou”. O espaço conta com zona de campismo, abrigos e bungalows além de diferentes estruturas.

“A petição serve apenas para que não seja atribuída à nova gerência uma licença que não seja para manter, preservar e dar continuidade ao bom funcionamento e serviço que este parque tem dado ao povo português”, dizem ainda os seus proponentes.

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