Turismos Rurais e Hotéis

Novo hotel da Amadora abre este mês e já lá fomos. Tem piscina, ginásio e co-work

Fomos pioneiros a anunciar o Moxy Alfragide Lisboa, em fevereiro. E fizemos também a primeira visita, com o diretor operacional do grupo.

A data de abertura ainda está ainda oficialmente confirmada, mas basta entrar no novo Moxy Alfragide Lisboa para perceber que está quase tudo pronto. Não há passeios a serem calcetados, pinturas por fazer, ou decoração em falta aqui e ali. Se algum de nós quisesse dormir no hotel já esta mesma noite, poderia. Mas não foi essa a intenção.

Seis meses após termos ter noticiado, em primeira mão, que o empreendimento estava a ganhar forma junto aos Cabos de Ávila pertencia à cadeia hoteleira, a promessa foi cumprida. O diretor de operações e novos negócios do grupo recebeu a NiA na sexta-feira, 29 de agosto, para um tour demorado por todo o empreendimento.

Um aspirador aqui, outro ali, uns técnicos de informática que introduzem dados nas máquinas do bar, dois ou três técnicos externos que dão um jeito na relva a caminho do parque de estacionamento, mas tudo o resto está pronto. Do mobiliário, às peças de decoração, da máquina de matraquilhos aos espaços co-working para utilização livre pela comunidade; até à piscina interior aquecida — que já está cheia. 

O anfitrião da visita será João Pedro Figueira, 48 anos, camisa branca, informal, sem casaco. “Sou super-informal”, anuncia, em jeito de boas-vindas. Cumpridos os salamaleques da praxe, o operacional vai direto ao assunto: “Então, o que lhe parece?”. É na grande sala de estar, com luz natural, virada para a entrada da Quinta Grande, que começa a conversa com a NiA, sobre o novo hotel da Amadora, “moderno e com espírito jovem”.

Leia abaixo a entrevista com João Pedro Figueira, diretor de operações e novos negócios do grupo Moxy.

Diria que isto está tudo pronto. Já têm data oficial para a abertura do hotel?
Parece tudo pronto, sim, mas nestas coisas há sempre pequenas coisas para afinar. O Moxy Alfragide Lisboa deverá abrir na segunda quinzena de setembro. Falta muito pouco, estamos nos últimos retoques para que tudo esteja perfeito e possamos receber os primeiros hóspedes da melhor forma possível.

O que levou a empresa a investir nesta área e numa freguesia da Amadora com um parque industrial tão concorrido, como é o de Alfragide?
A sua pergunta já indicia parte da resposta. A localização foi decisiva: estamos mesmo às portas de Lisboa, com excelentes acessos, e no coração de um parque empresarial cheio de vida. Sentimos que fazia falta uma unidade como esta, que juntasse a energia de um hotel lifestyle, com todas as comodidades e bom gosto daí inerentes, à funcionalidade de um espaço pensado para negócios, onde haja salas de reuniões, zonas de coworking, etc. Para a Mercan Properties e para a AHM – Ace Hospitality Management, enquanto marca de gestão hoteleira, é também um passo simbólico, representando o início da nossa presença em Lisboa, depois de já termos consolidado projetos de sucesso no Norte e no Alentejo.

A Amadora tem muito pouca oferta hoteleira de qualidade. É esse o vosso desígnio, com um toque de modernidade e as necessidades que clientes hoje têm, quer em lazer, quer em trabalho?
É isso mesmo. O Moxy Alfragide Lisboa foi pensado para oferecer muito mais do que um hotel convencional. Queremos ser reconhecidos como uma unidade moderna, com design marcante, espírito jovem e descontraído, mas totalmente preparada para quem viaja em negócios. É essa mistura de estilo e funcionalidade que torna o Moxy Alfragide Lisboa único e nos permite acrescentar algo diferente à oferta hoteleira da Amadora e da Grande Lisboa.

O perfil dos vossos clientes será mais empresarial?
Pela localização em que está inserido, numa freguesia com um parque empresarial muito sofisticado como Alfragide, com a indústria automóvel e farmacêutica, sabendo que estamos num eixo que, em dez minutos, nos colocamos em Oeiras ou em Lisboa, sabemos que o nosso foco será naturalmente o segmento corporate e MICE, conhecido como o setor das reuniões, conferências e eventos empresariais, mas não queremos ser um hotel exclusivo para negócios.

Também vão apostar nas famílias?
Acreditamos que também vai conquistar famílias e viajantes de lazer que procuram conforto, boa localização e serviços completos a poucos minutos de Lisboa. E há ainda algo que valorizamos muito: que a comunidade local sinta que este também é um espaço para si, seja para um evento, um encontro ou simplesmente para desfrutar do ambiente do hotel.

Em termos de facilities, que serviços vai oferecer?
O Moxy tem 218 quartos, um ginásio aberto 24 horas, piscina interior aquecida, um centro de congressos com quatro salas para até 500 pessoas, além de um pátio ajardinado com capacidade para cerca de 200 pessoas, perfeito para eventos mais informais ou ao ar livre. E claro, estacionamento próprio para maior comodidade. Tudo foi pensado para que tanto os viajantes de lazer como os de negócios encontrem aqui aquilo de que precisam.

Quanto investiu o grupo nesta inauguração?
Este projeto representa um investimento de 63 milhões de euros. Mas mais do que números, tem para nós um enorme significado: marca a chegada da AHM – Ace Hospitality Management à capital com o seu 15.º hotel em Portugal, através de uma marca internacional cheia de energia e com um conceito único. Para a Mercan Properties, simboliza também a aposta firme em Lisboa, com projetos que queremos que tragam valor económico e social, e que contribuam para reforçar o papel de Portugal como destino de referência.

Há outros planos para ampliar a marca?
Sim, sem dúvida. O Moxy Alfragide Lisboa é apenas o primeiro passo da AHM – Ace Hospitality Management em Lisboa, mas está longe de ser o último. O Moxy faz parte do grupo Marriott, uma das maiores cadeias hoteleiras do mundo, e é com muito orgulho que reforçamos essa ligação com a abertura deste hotel. No nosso portefólio já contamos com outras marcas de referência, como Hilton, IHG, Hard Rock Hotel e Wyndham, e queremos continuar a crescer em Portugal com a mesma ambição. Já estamos a avaliar novas oportunidades e o nosso objetivo é expandir em localizações estratégicas que façam sentido, tanto para negócios como para lazer, trazendo sempre valor acrescentado às comunidades locais. Este hotel é só o início de um caminho muito entusiasmante.

Fala deste projeto com grande entusiasmo. Como é que a hotelaria entrou na sua vida?
Através da música e de amigos próximos que já trabalhavam em hotelaria. Durante vários anos, fui músico residente no Blues Café Lisboa e, nesse período, comecei a apaixonar-me pela restauração e pela hotelaria.

Por onde passou antes de abrir este Moxy?
Trabalhei vários anos no Grupo Pestana, depois na SANA Hotels, e em 2019 fui abrir a AHM como Diretor de Operações, empresa de management do Moxy Alfragide.

Era o que sonhava ser “quando fosse grande?”
Confesso que não. Queria ser músico — e cheguei a concretizar esse sonho, toquei em bares e eventos.

Quando viaja pelo mundo, o que mais o fascina num grande hotel?
As pessoas. A forma como interagem com os hóspedes, transmitindo a verdadeira essência da hospitalidade e da arte de bem receber.

Carregue na galeria para descobrir todos os recanto do novo Moxy Alfragide Lisboa.

ARTIGOS RECOMENDADOS