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O casal que criou um refúgio em Celorico de Basto inspirado na própria história de amor

Cláudia e Márcio compraram uma casa na região onde se conheceram e batizaram-na em homenagem ao primeiro beijo. Assim nasceu o Refúgio da Chave.

Cláudia Ramalho e Márcio Cunha estavam juntos há poucos meses quando começaram a pensar no futuro. Depois de várias conversas, o casal, que se conheceu em 2022, chegou a uma conclusão: queria criar algo em conjunto, como marca do amor que estavam a construir.

“Sempre tive o gosto pela área do imobiliário e tivemos a ideia de comprar uma casa e remodelarmos ao nosso gosto”, começa por contar à NiT a enfermeira de 32 anos. O objetivo inicial, porém, não era construir um alojamento, mas sim uma residência que tivesse a marca dos dois.

Queriam uma casa em Celorico de Basto, no distrito de Braga, porque foi aí que se conheceram, quando Cláudia começou a trabalhar como delegada comercial de farmácia na mesma empresa onde já estava Márcio, de 46 anos. “Fazia-nos mais sentido, era mais especial que fosse nesta zona e começámos aos poucos”, recorda. Há dois anos, encontraram uma casa que precisava de obras, mas que tinha um ponto alto: uma vista incrível sobre a serra. 

Sobre as remodelações, contam: “Basicamente só mantivemos o exterior, que era apenas terra e estava abandonado”. Já no interior, “as obras foram praticamente totais, incluindo em algumas que deitamos abaixo”.

Enquanto decorriam os trabalhos, surgiu uma nova ideia: abrir a casa para outras pessoas conhecerem. Foi assim que decidiram criar o Refúgio da Chave. A propriedade tem capacidade para receber até seis pessoas e divide-se em sala de estar e cozinha em open space, dois quartos e uma casa de banho. Na zona exterior, há ainda uma piscina e zona de refeições.

A presença do casal está por todo o lado. Inclusive, o nome do novo alojamento foi também pensado para ter em conta a história de amor do casal. Tal como a casa foi comprada na região onde se conheceram, o nome foi pensado em homenagem ao local onde aconteceu o primeiro beijo do casal, em Chaves. “Estávamos um bocadinho perdidos no tipo de nome que devíamos dar à casa, até que vimos que fazia sentido, uma vez que tínhamos comprado a casa onde nos conhecemos.”

A vista da piscina.

Ao longo destes últimos dois anos, o principal desafio de Cláudia e Márcio foi acompanhar as obras à distância, uma vez que vivem no Porto, a quase 80 quilómetros. “A logística de termos que estar a ir lá, monitorizar as obras e reunir-nos foi uma aventura. Por isso é que acho que também demorou dois anos. Mas adorei tudo”, confessa. “O Márcio foi um grande apoio neste sentido, porque é delegado comercial de farmácia e passa muito tempo a andar de carro, portanto, conseguia acompanhar com mais frequência”.

Quanto à decoração do Refúgio da Chave, também tem um toque pessoal. A casa foi toda decorada com base no “estilo próprio” do casal, com uma forte aposta na madeira, em cores como o branco e o verde e em apontamentos relacionados com a natureza, como plantas e quadros.

“Já tinha ajudado a remodelar um apartamento, que em escala era muito menor. A logística é totalmente diferente, mas adorei todo o processo de decoração, de perceber como é que faz sentido termos o chão, os cortinados e tudo o resto”.

O Refúgio da Chave vai abrir oficialmente a 1 de junho. As reservas, por sua vez, já estão abertas (e há várias datas esgotadas). Podem ser feitas diretamente através da página do projeto ou do Whatsapp (914 850 412), com diárias a partir de 85€. 

Carregue na galeria para ver algumas fotografias do novo alojamento de Celorico de Basto.

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