Turismos Rurais e Hotéis

O inovador hotel com casas pré-fabricadas escondido numa floresta em Arouca

O Syntony Hotels ‒ Paradinha Village abriu o ano passado com 11 unidades independentes e eficientes. A localização é encantadora.
É um conceito completamente inovador.

Paradinha é uma aldeia remota, situada na freguesia de Alvarenga, em Arouca, e fica distante da confusão das cidades. Situada num pequeno vale, junto ao rio Paiva, Paradinha chegou a ter cerca de 100 habitantes, mas atualmente não se encontra nenhum residente a morar ali — aqueles que se dedicavam ao cultivo das terras e da criação do gado foram em busca de melhores condições de vida.

Assim, a pequena localidade foi começando a ficar deserta e passou a estar disponível para reconstrução. Nos últimos anos, várias pessoas escolheram este local tranquilo para comprar casa e passar lá uns dias de férias. Outros, como é o caso do Syntony Hotels, investiram num empreendimento totalmente inovador no País: a Paradinha Village.

Arouca tem estado no centro das atenções, sobretudo depois da construção de uma das maiores pontes pedonais suspensas do mundo, uma atração que tem atraído milhares de turistas estrangeiros e portugueses. E, quando há turismo, tem que existir alojamentos para receber as pessoas. Foi a pensar nisso que o grupo hoteleiro escolheu esta cidade para dar início ao seu primeiro projeto turístico.

Escolhemos Arouca por motivos óbvios. É uma zona que tem tido muita afluência nos últimos tempos e também quisemos voltar a dar vida a esta aldeia, que já não tem residentes”, conta à NiT Bruno Teixeira, de 45 anos, um dos administradores do grupo. O Syntony Hotels pertence ao Grupo Farcimar, uma empresa que atua no setor da construção como fornecedor de produtos e serviços em áreas de especialização, tal como a dos pré-fabricados. Como já estavam dentro da área de construção, decidiram investir pela primeira vez no mundo hoteleiro, mas com um conceito ligeiramente diferente do que estamos habituados a ver em Portugal.

“O conceito deste empreendimento é diferente de um hotel, com quartos individuais. Nós temos casas modulares que acabam por dar mais privacidade, algo que desde a pandemia se tem procurado muito. Avançámos para este desafio no meio da natureza, um projeto que foi feito mais com paixão do que propriamente com razão”, revela.

A Paradinha Village, que começou a funcionar em soft opening em dezembro do ano passado, é um complexo hoteleiro só com casas pré-fabricadas num cenário idílico, projetadas pelo atelier de arquitetura português Summary. Mas, afinal, o que casas são estas e porque é que se tem ouvido falar tanto delas?

É um nicho que tem vindo a crescer nos últimos anos e têm sido construídas um pouco por todo o mundo, de vários tamanhos e cores. Ao contrário do modelo de construção tradicional, são produzidas remotamente nas fábricas e, posteriormente, são montadas num terreno, onde os proprietários ultimam os detalhes. Além de ecológicas, são mais baratas e muito mais rápidas de construir do que uma moradia normal.

Na verdade, este modo de construção já é utilizado noutros países, principalmente da Europa Central, há muitos anos. Ao contrário do que acontece em Portugal, estes países sofrem com escassez de mão de obra, pelo que sentiram necessidade de arranjar alternativas para a construção de casa.

“Como há muita mão de obra em Portugal, construir de forma tradicional acaba por ser a melhor opção do ponto de vista económico. Mas este modelo de construção acaba por ter mais vantagens: os custos não são tão elevados, a construção é mais rápida e utilizam-se menos recursos”, explica Bruno Teixeira. 

Geralmente estas casas podem ficar concluídas em apenas três meses — um processo muito mais rápido que o normal. Com o objetivo de reduzir o impacto da construção ao mínimo, cada cabana foi construída fora do complexo e só depois implantada no terreno, que tem perto de 5000 metros quadrados. 

“O terreno estava ao abandono, não tinha cultivo nenhum. Entretanto comprámos ao proprietário, que também já tinha intenções de fazer algo destinado ao turismo mas acabou por desistir da ideia”, diz. E assim nasceu a Paradinha Village, o primeiro projeto do Syntony Hotels.

As 11 habitações estão agrupadas em quatro tipologias diferentes, cuja superfície varia entre os 28 e os 58 metros quadrados. Os hóspedes podem ficar no T0, que tem uma cozinha, casa de banho e um quarto, que está ligada à sala, e pode acomodar até duas pessoas. Depois há ainda o T1 Duplex, com capacidade máxima de três pessoas, o T1, até quatro pessoas, e o T2, que pode receber até seis pessoas. Os preços dependem da tipologia da casa e do número de noites, mas começam nos 137€.

Todas as unidades de alojamento têm cozinha totalmente equipada, casa de banho e varanda privada com vista para a floresta ou o rio. “Em cada casa encontra simplicidade e sofisticação. Simplicidade no minimalismo da arquitetura e ambiente interior. Sofisticação no design e conforto, presente nos equipamentos e decoração dos nossos espaços”, lê-se no site.

Além das casas pré-fabricadas, os hóspedes têm acesso às áreas comuns, como a receção, os balneários de apoio, lavandaria, churrasqueira e piscina. A Paradinha Village disponibiliza ainda bicicletas, para um contacto pleno com a natureza, canas de pesca, para aproveitar ao máximo a proximidade com o rio, tapetes de ioga, caso precise de relaxar e meditar, e pequeno-almoço.

De seguida, carregue na galeria para descobrir o hotel mais inovador (e ecológico) do País. 

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Aldeia da Paradinha
    4540-063 Arouca
ESTILO
hotel
PREÇO MÉDIO
Entre 100€ e 200€
AMBIENTE
rural

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