Em 2010, Guadalupe Solano e a família decidiram trocar Espanha por Portugal. Nessa altura, a família já tinha uma casa de férias em Setúbal e percebeu que o País era ideal para uma nova vida mais tranquila e um pouco mais afastada dos centros urbanos.
A propriedade, um moinho datado de 1855, foi comprada pela família no ano 2000. Na época já estava num estado degradado, devido ao tempo, mas com algumas zonas conservadas. “Tinha o telhado e ainda todas as engrenagens”, recorda à NiT Guadalupe, de 56 anos e natural de Madrid.
Depois de uma breve reabilitação de seis meses, a propriedade, que conta também com uma casa de dois pisos, transformou-se no refúgio de férias da família. Em 2013, pouco tempo depois de se ter mudado para o terreno, Guadalupe tomou uma decisão: transformar o moinho num alojamento local.
Nesse mesmo ano, o Moinho do Marco começou a receber hóspedes. “Inicialmente, não sabíamos se íamos gostar de ter estranhos a dar voltas pela casa, mas acabámos por adorar”, confessa. “Eu, especialmente, gosto imenso de falar com toda a gente e adoro receber as pessoas, contar-lhes o que há pelos arredores, o que podem fazer, como ter acesso às praias e tudo.”
O moinho, descrito como “super romântico” pela fundadora, foi pensado para escapadinhas a dois. E um dos destaques é uma vista desafogada sobre a baía de Setúbal.
“Como este é um moinho para duas pessoas e toda a gente vem namorar, as pessoas saem ainda mais contentes do que chegaram e a prometer que vão voltar. E, de facto, voltam”, explica Guadalupe, que também trabalha numa imobiliária em Azeitão.

A data de 1855 está cravada na porta do moinho, juntamente com o nome “Novo Moinho do Marco.” Por esta razão, Guadalupe não sabe dizer se, anteriormente, já existia uma propriedade semelhante na zona.
“Era um moinho de cereais e, dependendo do cereal que iam moer, colocavam uma mós diferente”, explica. “Portanto, temos várias mós espalhadas pelo jardim que já são antigas, mas optámos por recuperar e expor no exterior.”
No interior, a família manteve o ambiente e a decoração rústica do moinho. Porém, há algumas comodidades para os hóspedes, como água quente e ar-condicionado.
“Temos também uma cozinha equipada e essas coisinhas todas que fazem com que seja um lugar especial, como a vista que tem sobre a Baía de Setúbal.” No exterior, o alojamento conta também com uma zona de churrasqueira, um jardim e um duche exterior.
“Como é um prédio antigo, sempre precisa de manutenção e estamos sempre a remodelar”, refere. “Foi utilizada areia do rio para construir o moinho, portanto, estamos sempre a lutar contra a natureza. Mas tentamos fazer tudo de forma que as alterações não sejam muito agressivas.”
As estadias no Moinho do Marco começam nos 135€ na época baixa (com um mínimo de duas noites) e nos 170€ na alta, com um mínimo de cinco noites. As reservas podem ser feitas online.
Leia também o artigo da NiT sobre um moinho de água no Minho transformado num refúgio de férias.
Carregue na galeria para ver algumas fotografias do Moinho do Marco.








