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O paraíso secreto da Comporta onde pode dormir em casas na areia

Eram antigas cabanas de pescadores. Agora, são uma estadia de sonho para quem gostaria de viver literalmente na praia.
Uma experiência diferente.

A pouco mais de uma hora de Lisboa, numa das zonas mais procuradas durante a época alta, quando o sol convida a mergulhos na praia e a banhos de sol no areal, existe um paraíso quase secreto. Falamos de uma espécie de nano aldeia privada e exclusiva, com antigas cabanas de pescadores, onde pode passar dias e noites sem tirar os pés da areia. 

As Casas na Areia, na Carrasqueira, a cerca de três quilómetros da vila e da praia da Comporta têm características arquitetónicas únicas e que fazem sonhar. Ao contrário do que acontece em todos os outros alojamentos e hotéis, aqui não precisa de sacudir os pés quando chegar da praia. 

Tudo começou por ser uma simples casa de férias da família de João Rodrigues, de 49 anos e natural de Lisboa. Envolvido nos negócios desde pequeno devido a um legado familiar de empreendedorismo, era ainda miúdo quando começou a viajar e a conhecer novos países e culturas. Essas experiências foram, possivelmente, a razão pela qual se tornou piloto. 

Quando tinha tempo livre, aproveitava para respirar o ar puro do País onde cresceu, juntamente com a família, naquela que hoje é conhecida como as Casas na Areia, o primeiro projeto a integrar o Silent Living, marca criada e fundada pelo próprio João.

“A casa de férias deixou de ser utilizada quando os filhos começaram a crescer, pelos horários e projetos diferentes. Aí viu oportunidade de a abrir para os amigos, entretanto passaram a palavra a outros amigos e isso tornou-se numa oportunidade de receber outras pessoas”, explica à NiT Mariana Alegra, responsável pela media e comunicação do Silent Living.

Esta mudança aconteceu em 2010, há mais de uma década, numa altura em que a Comporta ainda era pouco conhecida. No entanto, todos sonhavam passar uma noite nestas incríveis casas. A arquitetura conquistou os hóspedes, assim como a sua relação à natureza e a simplicidade deste projeto.

Não é por acaso que João Rodrigues deu o nome de Silent Living à sua marca, porque é exatamente assim que define as suas propriedades: são alojamentos calmos, silenciosos e minimalistas. 

“Sempre sentimos a necessidade de fornecer um lar longe de casa para os viajantes, em vez de apenas um teto sobre as suas cabeças. Ao viajar, ser calorosamente recebido num espaço permite que a estranheza ou a desconexão desapareçam”, explicam no site.

Quando decidiu seguir em frente com a ideia de abrir as Casas na Areia a hóspedes, o próximo passo seria a remodelação, que foi feita pelo amigo e arquiteto Manuel Aires Mateus. O “design exclusivo que conecta a natureza do lugar com uma arquitetura contemporânea, ao mesmo tempo que honra a simplicidade da cabana de pescadores original” tornou-se a assinatura do projeto.

O Casas na Areia foi o primeiro projeto da Silent Living e pretendiam representar a forma como viviam estas pessoas há 100 anos, perto da praia. As pequenas cabanas de pescadores do Rio Sado transformaram-se assim em quatro alojamentos, onde o destaque está no solo.

“O chão dos espaços comuns em areia serve como fator unificador do ambiente em que a casa se insere. É simples e confortável. No interior, o branco, a madeira e todas as cores neutras relembram a conexão à Terra e à natureza”, explica a responsável de comunicação. 

A Casa 1, como lhe chamam, é de palha e abriga a área de estar, com a cozinha totalmente equipada para preparar refeições, uma longa mesa de madeira e sofás relaxantes para contemplar a vista. O piso de areia, que é aquecido no inverno, convida os hóspedes a desacelerar da correria da cidade e transpira serenidade.

As Casas 2 e 3 são brancas e têm um quarto e uma casa de banho privativa, com vistas incríveis e uma decoração serena. Já Casa 4, tem dois quartos e duas casas de banho que estão ligados, mas que podem ser usados de forma independente. No total, o alojamento pode receber até oito hóspedes.

Além das cabanas, o espaço tem ainda uma pequena piscina privada virada para os campos de arroz e, caso os hóspedes queiram mergulhar dentro da natureza da Comporta, têm à sua disposição quatro bicicletas para passeios à beira-mar.

Durante a época alta, o preço por noite é de 800€ e a estadia mínima são sete dias. Na época “intermédia”, de setembro a outubro, o número mínimo de noites passa a três e cada uma custa 500€. Já na época baixa, fica a 400€ por noite.

De seguida, carregue na galeria para ver as antigas cabanas de pescadores que se transformaram em casas de férias. 

ver galeria

FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Sítio da Carrasqueira
    7580-613 Comporta
ESTILO
turismo rural
PREÇO MÉDIO
Mais de 200€
AMBIENTE
praia

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