Turismos Rurais e Hotéis

O retiro alentejano cheio de animais e duas piscinas espetaculares (uma é aquecida)

Galinhas, gatos, cabras, porcos da Índia e éguas andam à solta no Monte Góis. Nem Jéssica Athayde lhes ficou indiferente.
Um verdadeiro paraíso.

O que aconteceu quando uma naturopata e um professor de educação física se encontraram? Decidiram criar o Monte Góis Country House. Um empreendimento “perfeitamente integrado na Natureza e com todas as comodidades necessárias para uns merecidos dias de descanso”. A descrição é de Ricardo Almeida, um dos proprietários e um dos elementos do casal. Apaixonados por viagens, Cátia e Ricardo, de 43 e 44 anos, trazem um pouco das suas experiências até Almodôvar.

Tudo começou precisamente em Monte Góis, no Alentejo, onde o avô de Cátia tinha uma casa de campo numa propriedade com 80 hectares. O projeto do alojamento começou pelo restauro da uma parte antiga da habitação e a partir de um dormitório de animais construíram quatro quartos. “Sem sala de pequeno-almoço, porque não o permitiram”, revela o empreendedor. Agora, 15 anos volvidos, contam já com 14 alojamentos.

Desde suítes deluxe e junior, passando pelos quartos e apartamentos, têm opções para todos os tipos de hóspedes e estadias. Há quartos alusivos a África, outros à Índia e até à Ásia. Em comum todos têm o conforto e bom gosto. “Todos os nossos alojamentos refletem um pouco de nós próprios.” Ao típico traçado alentejano, alia-se uma combinação de elementos modernos e étnicos.

“É um cantinho especial, no baixo Alentejo, pouco convencional até, continua. Não é estranho, portanto, quando Ricardo nos conta que a decoração reflete o estilo hippie chic. E num sítio como este, em plena natureza, não podiam faltar os amigos de quatro patas. “Gatos, cabras, porcos da índia e vietnamitas e três éguas”. Numa altura em que não havia internet e era difícil saber com antecedência que se tratava de um empreendimento petfriendly, houve até quem lhe tenha pedido para “guardarem as galinhas e apanharem todas as penas”.

Apaixonados pela hospitalidade e orgulhosos por oferecerem aos hóspedes “um toque especial na receção de cada um”, rapidamente aceitaram o pedido e passaram o dia a apanhar todas as penas escondidas. “Hoje isso já não é costume isso acontecer e quando para cá vêm, fazem-no mesmo por esse motivo”. O Monte Góis tem até uma pessoa responsável por levar os hóspedes a conhecer os animais. 

No mesmo espaço crescem também os tomates para o doce que é servido ao pequeno almoço. Por lá também se encontram coentros, salsa, hortelã batatas e as couves para o caldo verde, que “é cortado na hora e servido no Da Terra”, o restaurante do monte.

“Queremos que todos possam experimentar os melhores produtos locais, vindos diretamente da nossa horta e de produtores das redondezas com quem trabalhamos diariamente”.  Quando os tomates já não são suficientes, compram-nos aos vizinhos, “que são apenas dois que os produzem em maior quantidade. É Daiane, que já trabalha com o casal há alguns anos, que “coloca mãos à obra e os transforma nos incríveis pratos tradicionais”.

O porco preto, as migas, os coentros, o pão, os enchidos, os queijos e o bolo chibo, entre outros, são algumas das opções para o jantar. E claro, o pão alentejano não pode faltar na mesa. E se a gastronomia típica desta região é certa ao final do dia, também ao almoço pode contar com algumas sugestões mais leves. Ao pequeno-almoço servem “muita fruta, como a papaia e os kiwis, ovos e marmelada caseira, sempre privilegiando os ingredientes locais e da época”.

Quem por aqui passa não sai desiludido. Uma das hóspedes satisfeitas foi Jéssica Athayde, que já passou uns dias no monte e não resistiu a tirar fotografias com os cavalos da propriedade. E não é caso para menos. Afinal, não é todos os dias que encontramos um alojamento rural com tanta oferta. Sim, porque, com duas piscinas, o difícil será escolher entre dar um mergulho na de água salgada ou na aquecida.

Ao redor da propriedade, existem vários trilhos e percursos ao longo dos quais pode fazer um piquenique numa manta tipicamente alentejana. E porque não dar uma volta de bicicleta? “Se a ideia é largar o carro por uns dias e ter tudo à disposição para passar momentos de total descontração, este é o local ideal”, assegura uma das hóspedes. “No meio da natureza, longe de caminhos principais, os quartos são super confortáveis e típicos”, continua.

Reservar um quarto ou apartamento custa entre 100€ e 300€ por noite. Se quiser levar o seu patudo, será acrescentado o valor adicional de 15€. “No site é frequente disponibilizarmos promoções exclusivas, com preços ainda mais vantajosos”, realça Ricardo. Entre as várias opções de acomodação, é o próprio empreendedor que nos revela qual a mais procurada. “A suite Deluxe é sem dúvida a mais popular”.

Composta pelas suites Essence e Arrusha, tem um “terraço privado, perfumado pelas estevas e com uma decoração original”. “Esta suite é única pois mais nenhuma tem banheira e chuveiro exterior”. Toda em microcimento, é realmente impressionante.

Atualmente “não querem que o empreendimento cresça muito mais”. Gostam “de conhecer as pessoas pelo nome e querem continuar a ter tempo para receber cada uma de forma especial”. Manuela, Sofia e Gabriela — as “funcionárias da casa” — garantem-no “da melhor forma”.

De seguida, carregue na galeria para ficar a conhecer melhor as casas de campo do Monte Góis Country House.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Monte Góis Country House & Spa
    7700-212 Almodôvar
ESTILO
turismo rural
PREÇO MÉDIO
Entre 100€ e 200€

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