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Turismos Rurais e Hotéis

Sem hóspedes, este hotel de Paris agora recebe os sem-abrigo

Está bem localizado e tem das melhores vistas da cidade. Ainda assim, decidiu olhar para quem mais necessita.
Boas notícias em plena pandemia

A pandemia de Covid-19 reduziu as viagens ao mínimo e por isso os turistas escasseiam cada vez mais nas grandes cidades europeias — e não só. Paris, em França, não é exceção e isso faz com que os hotéis tenham uma ocupação muito abaixo do normal. Um deles resolveu tornar essa situação potencialmente catastrófica num ato de solidariedade.

Foi exatamente por estar sem hóspedes que o hotel Avenir Montmartre decidiu entregar a sua gestão à associação Emmaüs Solidarité durante um ano. As fantásticas vistas para a Sacré-Coeur e para a Torre Eiffel que tem este modesto hotel de duas estrelas passam agora a abrigar sem-abrigo. Embora não seja um hotel de luxo, costuma ter muita afluência por estar bem localizado e ter preços acessíveis e agora vai alojar pessoas que de outra forma iriam passar o inverno a dormir nas ruas da cidade.

As refeições servidas no hotel Avenir Montmartre estão agora a cargo da associação solidária que o gere e que serve todos os dias três refeições a cada residente. Entre as comodidades que dispõem, a televisão e casa de banho que há em cada quarto são das mais apreciadas.

“Quando cheguei [a Paris], não conhecia ninguém. Andava de um lado para o outro em alojamentos temporários. Por vezes dormia na cozinha, outras ao lado do caixote do lixo”, explica à “Reuters” Ibrahim, que veio do Mali e pediu asilo em França.

Das poucas vezes que consegue arranjar algum pequeno trabalho, o que recebe dá para pagar apenas uma noite numa pensão, uma situação que admite não querer viver para sempre.

Apoiado pelo estado francês, este projeto incentiva as pessoas a reconstruir a vida e dá aos sem-abrigo ajudados pela Emmaüs Solidarité um local seguro ao qual voltar à noite, uma vez que grande parte deles sofre de doenças, tanto físicas como mentais, e necessita de ajuda para sair das ruas.

“Já consigo ver um futuro. Vai chegar o dia em que a minha vida vai mudar”, rematou Ibrahim.

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