Turismos Rurais e Hotéis

Sugestão NiT: na Vila de Alpedrinha há 10 casas de campo à sua espera para as férias

O turismo rural sustentável fica numa vila que Saramago imortalizou. A piscina, já histórica, é de água da Serra da Gardunha.
As casas e a piscina.

Em Portugal “não faltam povoações escondidas, mas esta Alpedrinha é secreta”, escrevia José Saramago em “Viagem a Portugal”. O escritor deixou-se encantar pela vila refugiada de tudo, porém monumental na beleza, mostrando que ela não se dava a conhecer logo ao primeiro olhar. Mas não foi o único: a vila de Alpedrinha sempre foi admirada por artistas, escritores e pensadores, tendo sido nomeada de Sintra da Beira pela Marquesa de Alorna.

É aqui que pode passar férias, numa de dez casas de campo que compõem um bonito— e também quase secreto, como a sua vila — turismo rural. No centro de Portugal, aconchegada na encosta sul da Serra da Gardunha, num ambiente de natureza e história.

As Casas de Alpedrinha apresentam-se como um refúgio secular administrado pela mesma família há três gerações. Aos hóspedes, disponibilizam 10 casas com uma suite ou dois quartos para capacidade de até quatro pessoas, com todas as comodidades e em contacto com a natureza.

Estão localizadas na Quinta do Anjo da Guarda, um espaço que pertence à Família Sá Pereira, de Alpedrinha, desde os anos 30. Esta quinta sempre teve uma forte vertente de lazer e no final do século XIX já tinha campo de ténis, piscina e um chalé para férias. As Casas de Alpedrinha abriram com este nome em novembro de 2019 mas esta zona de lazer, da piscina na Quinta do Anjo da Guarda, abriu ao público em 1957.

No pós Segunda Guerra Mundial, Francisco de Sá Pereira, distinto médico da região, iniciou um projeto turístico, depois de ter adquirido a quinta, explica-nos fonte do espaço. Começou por construir um campo de hóquei em patins e patrocinar a equipa de hóquei de Alpedrinha. Em 1957 inaugurou a Piscina de Alpedrinha, que se tornaria numa famosa piscina na Beira Baixa, quer pelas dimensões, quer pela água pura que vem da Serra da Gardunha.

O médico Luís António Sá Pereira, atual proprietário, herdou a quinta do seu pai e fundador do espaço turístico. Estávamos no final dos anos 90 do século passado, quando o médico iniciou, com tempo e sem pressas, uma série de melhorias. Nos últimos três anos, o seu filho Luís Miguel Sá Pereira, atualmente com 52 anos, terminou o trabalho, dando início a uma reforma profunda do espaço, processo ainda não terminado, e constituindo a marca Casas de Alpedrinha.

Luis Miguel, que atualmente é Managing Partner das Casas, estava a viver em Angra dos Reis, cidade do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, mas por razões familiares precisou de regressar a Portugal. Quando chegou, descobriu que a Quinta do Anjo da Guarda, da sua família, estava para ser arrendada. “Então propus ao meu pai, atual proprietário da quinta, desenvolver um projeto turístico. Constitui empresa para o efeito e dei inicio a todos os procedimentos legais e de relacionamento com os players do sector” explica Luis Miguel Sá Pereira. O empreendimento teve apoio do Turismo de Portugal e do Portugal 2020.

Ainda hoje a piscina constitui o ex-libris das Casas de Alpedrinha. Passou por diversas melhorias, ao nível dos balneários, bar de apoio e zona envolvente, mas mantém a água oriunda de nascentes próprias da Gardunha, água que se mantém a entrar e sair como sempre, ou seja sem bombas de recirculação, acrescenta Sá Pereira.

“As Casas de Alpedrinha têm muitas particularidades e não é fácil enumerar todas, mas talvez a presença de abundante água de nascente, assim como a posição privilegiada na encosta da Serra, sejam as mais relevantes”, adianta o atual gerente.

O facto de ser um projeto de várias gerações também é importante, pois “traz toda uma carga emocional forte e histórias interessantes que acabam passando para os hóspedes. Em termos mais concretos destacaríamos a amplitude e beleza dos espaços exteriores, o conforto e autonomia das Casas, em regime de self-catering, e claro, a vista deslumbrante e sem fim” completa Luís Miguel Sá Pereira.

A preocupação das Casas de Alpedrinha também está em torno das práticas sustentáveis. Como exemplo, atualmente o aquecimento de águas nas Casas para banhos, e até nas dependências do empreendimento, no que diz respeito às máquinas de lavar roupa, é feito por cinco painéis solares.

Já no que se refere às construções, o sistema “capoto” foi utilizado no exterior das paredes das Casas e caixilharia de vidro duplo com corte térmico. Isso tudo para poupar energia e trazer conforto relevante aos hóspedes. Materiais de plástico reciclável também foram de grande valia, nomeadamente na construção de decks e elementos decorativos exteriores.

No período de inverno, salamandras de lenha são usadas para aquecimento das Casas, lenha que provém exclusivamente da Quinta do Anjo da Guarda.

Quanto às casas em si: encontra então 10 Casas de Campo, completamente mobiladas e equipadas com camas queen, casa de banho privativa, sala de estar ampla, ar condicionado, cozinha, televisão de ecrã plano e com canais por cabo, varanda privada e com vista, Wi-fi gratuito em todos os ambientes, estacionamento gratuito e tudo é espaço pet friendly.

Encontra também a famosa piscina, bar e terraço, campo de ténis, vista panorâmica e, para refeições, o Restaurante Papo d’Anjo. “O nosso restaurante leva o nome da deliciosa sobremesa feita à base de gemas de ovos, também faz homenagem à Quinta do Anjo da Guarda, onde está localizado. E como não poderia deixar de ser, é um dos principais doces servidos aos clientes. Tudo harmonizado com os característicos vinhos e espumantes da Beira Interior”, adianta fonte do espaço.

O turismo procura ainda privilegiar a “frescura e autenticidade” dos ingredientes locais, biológicos e as pessoas que os produzem. Quanto aos serviços, incluem pequeno-almoço, que pode ser servido nas casas, restaurante Papo D’Anjo, piscina e bar durante o Verão, campo de ténis, mercearia e ainda roteiros turísticos para conhecer a região.

Pode também, por um custo de 12€, participar em aulas de ioga junto à piscina. Os proprietários incentivam os hóspedes a conhecerem as Aldeias Históricas da região, assim como a aproveitar as cerejas da quinta na época da colheita. Futuramente terão oferta de passeios de bicicleta.

Este verão, além da piscina de água corrente, com chapéus de sol e espreguiçadeiras, este ano há os Sunset das Casas de Alpedrinha. O evento acontece de quarta-feira à domingo, com boa música, pizzas artesanais, tábua de queijos e diversos drinks no bar da piscina que funciona até as 22 horas.

Os preços variam entre os 125 e os 200€ por noite e por casa. Pode depois adicionar a meia pensão (23€), pensão completa (41€) servida pelo Restaurante Papo d’ Anjo e o pequeno-almoço por 5€ que pode ser servido nas próprias casas. As reservas e contactos podem ser online ou para geral@nullcasasdealpedrinha.com.

De seguida, carregue na galeria para conhecer melhor as Casas da Alpedrinha:

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