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Sugestão NiT: no Monverde há suites de sonho com piscina infinita no quarto

O enoturismo de Amarante tem, desde 2020, dez suites de luxo com enoteca privada. E não se preocupe: a água é aquecida no inverno.
A piscina infinita é aquecida no inverno

Assim que fecha a porta, não precisa de voltar a sair. Dentro das novas suites do Monverde Wine Experience há tudo o que precisa: uma piscina fresca no verão (e em breve aquecida para o inverno), um duche exterior, uma cama, uma sala de estar, uma enoteca privada com 10 referências que pode beber sem qualquer custo e tem até a possibilidade de provar os pratos do restaurante no terraço.

A mais recente ala do hotel vínico de Amarante ficou pronta no final de 2019 e chocou de frente com as restrições da pandemia. No verão seguinte, tornou-se na principal atração da unidade hoteleira que pertence à Quinta da Lixa.

“O ano que passou foi extraordinário porque [as Wine Experience Suites] tinham todas as características que as pessoas procuravam”, recorda à NiT Miguel Ribeiro, diretor do hotel instalado desde 2015 na Quinta de Sanguinhedo, em Telões, concelho de Amarante.

Foi nos 30 hectares da quinta na região de vinhos verdes — onde mais de dois terços estão ocupados pelas vinhas — que este enoturismo assentou e de onde partiu para as bocas do mundo. A fama valeu-lhe, desde 2016, uma mão cheia de prémios que elogiaram não só as práticas sustentáveis, mas também o spa, a arquitetura e as experiências vínicas.

Quando foi imaginado pela primeira vez pelos responsáveis da Quinta da Lixa, o Monverde era um projeto bem mais modesto. “Nasceu como forma de tirar da adega as receções a convidados. Sendo uma adega de vinho verde, tem muito inox, não tem o glamour das adegas de vinho do Porto”, explica.

Começou-se pela recuperação das ruínas da casa antiga que existia na propriedade, juntando-lhe um restaurante e um par de quartos para quem precisasse de passar por lá a noite. O projeto caiu nas mãos do arquiteto Fernando Coelho que, explica o diretor, “se entusiasmou”.

“Recuperou não só a casa principal como outros dois pólos, onde acrescentava já 22 quartos. Foi aí que os acionistas começaram a pensar num projeto de enoturismo um bocadinho diferente.”

As novas suites são verdadeiros apartamentos

Numa altura em que a empresa se internacionalizava, interessava potenciar o enoturismo e nasceu também a ideia de criar um spa num edifício independente. O Monverde Wine Experience abria finalmente em 2015 com 30 quartos, um spa e um restaurante. E muitas experiências à volta do vinho.

Existem experiências para amantes de vinho, entre a possibilidade de ser enólogo por um dia e criar o seu blend ou até participar nos trabalhos da vinha. Mas este não quer ser um hotel apenas para conhecedores e apaixonados.

Além de várias suites desenhadas para acolher famílias, existem experiências para todos: enquanto os pais fazem uma prova, os miúdos podem fazer pinturas com uvas na vinha ou até aproveitar as massagens no spa. Para todos os outros, o hotel também tem uma faceta mais virada para a natureza, para as caminhadas e para o turismo de aventura nas serras mais próximas.

A expansão feita em 2020 veio tentar resolver “um problema de sustentabilidade do negócio”. “Ao fim de alguns anos, a oferta já não era suficiente. Estávamos mais vezes a dizer que não tínhamos disponibilidade do que a dizer às pessoas que teríamos todo o gosto em recebê-las”, explica o diretor.

Em cima da mesa estava uma expansão simples com mais quartos semelhantes aos que já existiam “ou então criar uma oferta totalmente nova”. Na nova ala, a escassos metros do edifício principal, nasceram dez suites, as Wine Experience Suites, que são “verdadeiros apartamentos” com mais de 130 metros quadrados.

A nova ala do Monverde garante toda a privacidade

A nível de decoração, a linha moderna assente nas cores da natureza e da vinha mantém-se — com a assinatura do designer de interiores Paulo Lobo — e prolonga-se ao exterior, onde o que mais brilha é a piscina infinita salgada (e brevemente aquecida) que se estende a toda a largura do terraço e oferece uma vista sobre as vinhas.

No edifício do lado, a renovada adega, vivem-se experiências sensoriais e por lá encontram-se mais seis quartos. No próximo ano devem ser acrescentadas “mais três ou quatro unidades de alojamento”, revela Miguel Ribeiro, que aponta que será então atingido o “limite de 50 alojamentos” do Monverde.

Para lá das novas suites, continuam a estar disponíveis os quartos que, embora mais pequenos, continuam a apostar nas vistas potenciadas por janelas amplas; e os quartos Charming com as suas banheiras de relaxamento junto às janelas panorâmicas.

Por fim, porque “não há comida sem vinho nem vinho sem comida”, o restaurante Monverde é o ponto de todos os encontros. Comandado pelo chef Carlos Silva, aposta numa cozinha tradicional, mais virada a norte, apesar de se deixar levar por algumas influências internacionais.

Disponíveis estão sempre, além da carta, dois menus de degustação de quatro e cinco momentos — com valores entre os 40 e os 50€ — com possibilidade de serem abrilhantados por um wine pairing com referências da quinta, mas não só. É, no fundo, uma experiência completa para curiosos e conhecedores.

Passar e passear pelo Monverde pode custar, durante a época alta, 160€ a 420€ por noite; e 110€ a 270€ na época baixa.

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FICHA TÉCNICA

  • MORADA
    Quinta de Sanguinhedo, 166, Telões, Amarante
ESTILO
hotel
PREÇO MÉDIO
Mais de 200€
AMBIENTE
wine house

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