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Casas de mais de 600 milhões de pessoas poderão ficar submersas nos próximos 20 anos

Estima-se que 1.200 milhões de pessoas vivam hoje em zonas que eventualmente serão tomadas pelas águas.
Os efeitos podem ser conhecidos em 20 anos.

Uma superfície na qual vive quase 10 por cento da população mundial poderá estar debaixo de água nos próximos anos. Só nesta área vivem quase 1.200 milhões de pessoas. A conclusão é retirada de um estudo internacional que foi liderado por investigadores espanhóis. Em causa está o fenómeno da subsidência que pode ser provada por fatores naturais como vulcões ou sismos, mas também pela extração de águas ou de minério.

Ao jornal espanhol “El País”, Gerardo Herrera-García, um dos autores do estudo, refere que as mais afetadas são as zonas áridas e onde se assiste a períodos de seca. Foi também criado um mapa onde podem ser observadas as áreas mais afetadas pelo fenómeno — que ficam situadas maioritariamente no continente asiático.

O mapa pode ser visto online.

Ainda assim, ao “El País” é dado o exemplo de Lorca, em Múrcia, onde o solo está a afundar em média cinco centímetros em cada ano nos últimos 50. Dizem mesmo que este é o caso de subsidência mais grave na Europa.

A urbanização nas zonas costeiras e a intensificação agrária são algumas das causas que estão a acelerar o processo nos últimos anos. As alterações climáticas e as épocas de seca deixam os solos mais expostos a este fenómeno.

Outra das conclusões do estudo, que foi publicado na revista ciêntifica “Science”, é de que dentro de 20 anos, mais de 635 milhões de pessoas estejam em zonas já inundadas. Foi criado um mapa online com um sistema de cores onde poderá ver as zonas mais atingidas pela subsidência.

Um olhar mais atento em Portugal revela que o fenómeno poderá acontecer principalmente em zonas costeiras.

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