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A famosa “escadaria para o céu” no Havai vai ser demolida. A culpa é dos turistas

Os 3922 degraus sempre foram uma atração turística, mas as redes sociais transformaram o local num verdadeiro inferno.
São 3922 degraus.

A escadaria construída na Segunda Guerra Mundial, em 1942, pela Marinha dos Estados Unidos, e que se tornou num dos grandes bilhetes postais do Havai vai finalmente ser demolida. A decisão deve-se ao facto de milhares de turistas continuarem a subir as escadas de forma ilegal e irresponsável — e que até já deu origem a vários resgates por parte das autoridades.

A Haiku Stairs, também conhecida por “Escadaria para o Céu”, é um marco da ilha de Oahu. A sua remoção terá começado em finais de abril, segundo a autarquia de Honolulu. “Posso garantir-vos que esta não foi uma decisão caprichosa”, afirmou o presidente da cidade, Rick Blangiardi, em comunicado.

Um dos fatores que terão levado a tal ruptura passa pelas redes sociais. A localização deste destino tornou-se demasiado popular nos últimos anos por culpa das partilhas online — o que fez com que o número de turistas tenha disparado para valores que não são mais aceitáveis para aquela zona. 

As Escadas Haiku são compostas por 3922 degraus, situadas num trilho de montanha a mais de 850 metros de altitude, em Kaneohe, no leste de Oahu. Embora seja um terreno perigoso, é esse mesmo o apelo de muitos youtubers e tiktokers, que continuam a subir as escadas, apesar de se encontrarem oficialmente fechadas desde os anos 80. 

“Devido à invasão ilegal desenfreada, a Haiku Stairs é uma responsabilidade e despesa significativa para a cidade. Afeta a qualidade de vida dos residentes próximos”, sublinhou Esther Kiaʻāina, membro do Conselho Municipal de Honolulu, à afiliada da CNN Hawaii News Now.

O Conselho votou por unanimidade para que estas fossem removidas, já em 2021. Porém, só no final de abril é que o trabalho de demolição teve início, com uma duração prevista de seis meses e um custo de cerca de 2,3 milhões de euros, segundo a autarquia. 

“Esta decisão baseou-se no nosso respeito pelas pessoas que vivem dentro e ao redor da entrada das escadas, no nosso respeito pela nossa ʻāina [terra e mar] e no nosso respeito pelo futuro e pela história passada da cultura da comunidade Haʻikū”, acrescentou Blangiardi.

Assim, a remoção da escada é uma prioridade para a segurança pública, impede a invasão ilegal do equipamento e protege os vizinhos que lidaram com décadas de interrupções e distúrbios. “Aborda uma responsabilidade significativa para a cidade, preserva a beleza natural e as condições da área e melhora a qualidade de vida dos residentes do bairro na área”, reforça a autarquia.

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