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A incrível aldeia fantasma italiana que está a reaparecer do fundo de um lago

Debaixo de água desde a década de 1940, a vila de Fabbriche di Careggine, na Toscana, pode ressurgir.
Foto do lago de Matteo Viviani, partilhada no Facebook.

É uma história como tantas outras no mundo. Era uma vez uma incrível vila medieval, num vale entre montanhas, e eis que chega o homem e ergue barragens — importantes, porém com consequências. A barragem criou um lago, o lago tapou a aldeia e assim ela foi ficando, salvo raros intervalos, durante mais de 60 anos. Até agora, em que são revelados planos para a descobrir.

Tudo isto acontece nas montanhas da Itália central, revela a “Lonely Planet“. A vila de Fabbriche di Careggine está atualmente no fundo do Lago Vagli, em Lucca, na Toscana. O aglomerado medieval remonta ao século XIII, quando era habitada por ferreiros de Brescia, que trabalhavam o ferro extraído do Monte Tambura.

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Il lago di Vagli si trova nel comune di Vagli di Sotto, in provincia di Lucca, sulle Alpi Apuane. Contiene circa 35 milioni di metri cubi d'acqua ed è di origine artificiale. Si è formato, infatti in seguito allo sbarramento del Torrente Edron e alla costruzione della diga idroelettrica, iniziata nel 1941. Interrotti a seguito degli eventi bellici, i lavori della diga terminarono nel 1947 innalzando lo sbarramento a 65 mt prima, a 95 mt poi. Le acque del lago, salendo di livello, arrivarono a nascondere del tutto i borghi di Pantano, Piari e Fabbriche di Careggine, e gli abitanti furono costretti ad abbandonare le proprie case. In caso di manutenzione necessaria, il lago viene svuotato e riaffiorano le rovine di Fabbriche di Careggine, il "paese fantasma" costituito nel 1270, in epoca medievale. Un tempo era un borgo di fabbri ferrai provenienti da Brescia, che lavoravano il ferro estratto dal Monte Tambura. Si narra che nei periodi in cui il lago viene svuotato e il paese riemerge, gli antichi abitanti facciano ritorno alle proprie dimore. L’ultimo svuotamento risale al 1994. 🔸 La foto è di @manuele_gigli 🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸🔸 🔸 🖋🖋🖋🖋 🔸 🔸 @iltirreno seguite la nostra galleria di immagini 🔝🔝🔝 e segnalateci scatti da selezionare 📸📸 🔸 🔸 🔸 🔸 🔸 🔸 #careggine #vagli #lago #fabbrichedicareggine #paesefantasma

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Tornou-se uma vila fantasma em 1947, quando foi erguida uma barragem no rio local, o Edron, e as casas foram inundadas pelo lago Vagli, também artificialmente fabricado.

Este contém cerca de 35 milhões de metros cúbicos de água e pontualmente, quando há subida de águas, já chegou a esconder completamente as aldeias de Pantano e Piari, além de Fabbriche di Careggine, e os habitantes foram forçados a abandonar as suas casas.

Em caso de manutenção necessária, o lago é esvaziado e as ruínas de Fabbriche di Careggine, a “cidade fantasma” criada em 1270, na época medieval, ressurgem. Há lendas urbanas que dizem que nos períodos em que o lago é esvaziado e a cidade reaparece, os antigos habitantes voltam para suas casas.

Mas na verdade, o lago foi esvaziado apenas quatro vezes desde a sua criação, sendo a última em 1994, já por motivos turísticos — os mesmos que estarão agora por detrás da ideia de trazer Fabbriche di Careggine de volta à superfície em 2021.

Segundo a revista britânica, os primeiros rumores de que o lago Vagli seria esvaziado apareceram primeiro no Facebook da sociedade que é dona da barragem, que publicou que essa era uma possibilidade muito real, parte de um plano para impulsionar o turismo na região.

De acordo com vários meios locais, o projeto estará mesmo a avançar e as iniciativas preparatórias para o evento serão muitas, a fim de receber da melhor maneira possível os muitos turistas esperados, não repetindo alguns erros logísticos de 1994, quando um número exagerado de pessoas chegou a Vagli para ver a aldeia fantasma.

A última vez que Fabbriche di Careggine ressurgiu, em 1994, centenas de turistas reuniram-se no pequeno lago e a logística tornou-se complicada, sendo esperado que agora esteja a ser preparada uma coisa em grande e bem pensada e suportada. 

Embora o esvaziamento do lago Vagli já esteja a ser debatido, ainda não há datas oficiais mas estima-se que aconteça na primavera de 2021.

 

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