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A rota sagrada do Butão reabre em março, após 60 anos sem receber turistas

Este percurso estende-se por 400 quilómetros e passa por 27 vilas butanesas.
Este é um dos monumentos pela qual a rota passa.

Durante milhares de anos, a rota do Butão era a única forma que os habitantes do país tinham de comunicar uns com os outros. O percurso que se prolonga por 400 quilómetros, e que passa por templos sagrados, foi encerrado em 1960. Agora, 62 anos depois, vai abrir novamente ao público, em março de 2022.

A reabertura dá-se após uma restauração do percurso organizada pela Fundação Canadá do Butão e pelo Conselho de Turismo do destino, que começou em 2018 e terminou quatro anos depois.

Finalmente concluído, o caminho renovado voltará a receber turistas para visitas parciais ou para fazerem o roteiro completo entre as cidades de Haas e Trashigang.

A origem do percurso data do século XVI, e foi de uma grande importância para o Butão, uma vez que conectava vários reinos mesmo antes da região se tornar num país.

Com o passar dos anos, a rota tornou-se num ponto de atração para turistas e peregrinos que desejavam conhecer os templos e paisagens idílicas daquela zona. Durante o percurso, é possível avistar os Himalaias, lagos e parques de belezas naturais, bem como ruínas seculares.

No entanto, quando o Butão criou uma estrada que respondia melhor às necessidades modernas, o trilho acabou por cair em desuso. Deixado ao abandono, várias partes daquela estrutura emblemática começaram a desfazer-se.

Com as reparações feitas é de novo possível fazer o percurso que permite aos visitantes conhecer 27 vilas e nove distritos butaneses.

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