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Viagens espaciais em turismo já custam menos do que um T3 em Lisboa

Quem disse que o turismo espacial era uma coisa de ficção científica? Há cada vez mais empresas a apostar nestas aventuras.

Uma nave da Blue Origin.

Não se fala noutra coisa: as casas em Lisboa estão tão caras que conseguir um T3 por menos de 250 mil euros nos dias que correm é um achado. Já uma viagem ao espaço não dura uma vida, não o protege nem aquece nas noites frias, mas dá uma experiência de vida única e uma bucket list de fazer inveja a qualquer um. E em poucos anos, passou de custar milhões para custar pouco menos de 250 mil euros.

A comparação parece descabida mas serve apenas para provar a evolução gigante que o turismo espacial deu nos últimos anos: evolução tecnológica, prática, de testes e até de custos. Isso e relembrar que as casas na capital estão pela hora da morte.

Mas voltando ao turismo: quando o milionário Richard Branson, dono da Virgin, primeiro começou a generalizar o tema das viagens espaciais comerciais, tudo parecia coisa do futuro que nunca chega, de ficção científica ou, no limite, para multimilionários como ele próprio.

Mas em pouco mais de uma década tudo mudou. Das primeiras visitas de turistas a Estações Espaciais, pagas a ouro (cerca de 50 milhões de euros por viagem), a conseguir em breve pagar bem menos do que isso por duas semanas a viver numa estação, foi um salto — quase tão pequeno e também quase tão importante como o de Neil Armstrong na Lua, em 1969.

Há várias companhias norte-americanas em fase final de testes — um deles aconteceu no passado domingo, 29 de abril no Texas —, há já preços e opções. Vai mesmo acontecer e tudo indica que é já este ano. A NiT conta-lhe tudo sobre as viagens espaciais e as empresas que as promovem.

Space Adventures

Foi assim que tudo começou. Em 2001, o milionário norte-americano Dennis Tito tornou-se o primeiro turista do mundo a passar oito dias na Estação Espacial Internacional (ISS). A viagem terá custado mais de 20 milhões de euros e quem a organizou foi a Space Adventures, que ainda hoje promove viagens à ISS.

A Estação Espacial permanece na órbita baixa da Terra e contorna o planeta a cada 90 minutos. A Space Adventures organizou os oito voos para o espaço feitos até agora por particulares. Todos os clientes voaram para a estação na nave russa Soyuz e viveram e trabalharam ao lado de astronautas profissionais por 10 dias ou mais.

No seu site, a empresa diz mesmo que aceita novas inscrições. No futuro tem novidades previstas, como uma caminhada espacial na ISS e uma viagem ao redor da lua, que também inclui uma estadia na Estação. A SA não tem uma nave própria para levar os clientes à ISS, associando-se à Roscosmos para enviar seus convidados ao espaço na Soyuz.

Virgin Galactic

A Virgin Galactic de Richard Branson foi uma das empresas pioneiras nesta questão do turismo espacial. Fundada em 2004, já vende bilhetes a civis para voos que ocorrerão em princípio no próximo ano, caso tudo continue bem como nos últimos tempos. Tendo em conta que um dos primeiros testes correu terrivelmente mal (com a nave a desintegrar-se, ainda que aparentemente a causa tenha sido falha humana).

Mas empresa já tem mesmo licença oficial da FAA, autoridade reguladora do setor aeronáutico nos Estados Unidos, para operar com as suas viagens especiais.

No inicio do mês de abril, a Virgin fez um novo teste na SpaceShipTwo e desta feita correu tudo bem. Falta marcar datas, mas Branson já divulgou preços e no que consistirão as suas viagens.

A SpaceShipTwo levará turistas a bordo para voar sob a órbita da Terra. O voo durará apenas alguns minutos, em troca de cerca de 250 mil euros. Os passageiros não precisarão de muito treino e até ao final de 2017, já foram vendidos quase mil bilhetes.

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