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Boas notícias: a Grande Barreira de Coral na Austrália já começou a recuperar

É uma das sete maravilhas naturais do mundo e está em risco de desaparecer devido às alterações climáticas.
Boas notícias.

Mergulhar na Grande Barreira de Coral está no topo da bucket list de muita gente. É uma das sete maravilhas naturais do mundo e um dos locais de excelência para fazer mergulho. No entanto, os incríveis corais, os peixes coloridos, aquela magia toda debaixo de água foi-se tornando numa paisagem branca de corais mortos.

Em menos de 30 anos, a Grande Barreira de Corais na Austrália perdeu metade dos seus corais devido às alterações climáticas. Um estudo, realizado em outubro de 2020, revelou aquilo que muitos cientistas temiam: um dos habitats mais importantes do nosso planeta estava mesmo em risco de desaparecer.

Felizmente, a Grande Barreira de Corais da Austrália registou a maior quantidade de cobertura de coral dos últimos 36 anos. Segundo um relatório do Instituto Australiano de Ciências Marinhas (IACM), que analisou dados de 87 pontos da Grande Barreira, foram verificados os sinais de recuperação mais animadores dos últimos anos.

As partes norte e central do recife conseguiram ultrapassar os danos mais depressa do que o previsto. A cobertura aumentou 36 por cento nos locais monitorados, mais nove por cento do que em 2021. Já na região sul, a percentagem desceu de 38 por cento, no ano passado, para 34 por cento em 2022. Esta recuperação deveu-se sobretudo aos corais Acropora, um coral ramificado que sustenta milhares de espécies marinhas.

Apesar das boas notícias, o presidente do IACM, Paul Hardisty, alertou que tudo pode mudar novamente, caso existam ciclones ou outros eventos de surtos de coroas de espinhos, que acabam por matar os corais.

“O que é preocupante é que a frequência destes eventos que causam perturbações está a aumentar, particularmente os fenómenos de grande escala de branqueamento de corais”, disse o líder do programa de monitorização, citado pelo “Público”.

A Grande Barreira de Corais, património da UNESCO, tem vindo a desaparecer nos últimos anos devido às alterações climáticas. O número de corais pequenos, médios e grandes diminuiu em mais de 50 por cento desde os anos 1990. 

O desaparecimento de corais ocorreu em águas rasas e profundas, e em quase todas as espécies, mas particularmente em corais ramificados e em forma de mesa, que têm sido os mais afetados pelas temperaturas recordes que desencadearam o branqueamento em massa em 2016 e 2017.

O branqueamento dos corais é o resultado do stress devido a mudanças na luz, temperatura e nutrientes, um processo que os leva a expelir algas simbióticas nos seus tecidos e a tornarem-se vulneráveis.

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