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A cidade perfeita custa 338 mil milhões — e eles querem construí-la no deserto

Telosa não terá problemas de mobilidade, será sustentável e resistente a secas. Só falta quem a queira erguer.
Não é nada má ideia

A maioria de nós sonha com um Euromilhões que nos permita realizar um par de sonhos. Mas com o que é que sonham os bilionários? É fácil: é tudo uma questão de escala.

No caso do multimilionário Marc Lore, o seu sonho passa por criar “uma nova cidade na América”, uma espécie de utopia que combine a limpeza de Tóquio, a diversidade de Nova Iorque e os serviços sociais de Estocolmo. Mas há mais.

Quer-se que seja uma cidade que não só acumule todas as qualidades das capitais que conhecemos, mas também elimine todos os defeitos. Será, portanto, auto-sustentável e terá transportes e um desenho que permita chegar a qualquer ponto em 15 minutos. População calculada? Cinco milhões de habitantes.

Não se pode dizer que Marc Lore, antigo executivo da gigante norte-americana Walmart, não sonhe alto. Além de imaginar a cidade, contratou um arquiteto para a desenhar. E batizou a de Telosa.

Sem local designado para a sua construção, deverá ser instalada no deserto, sendo que o projeto avança potenciais alvos, entre os estados do Nevada, Utah, Idaho, Arizona ou Texas. As primeiras imagens do que poderá ser Telosa foram reveladas na segunda-feira, 6 de setembro, na apresentação oficial da iniciativa.

Nas ruas, estará proibida a circulação de carros movidos a combustíveis fósseis. E na paisagem destaca-se uma espécie de arranha-céus, que terá milhares de painéis fotovoltaicos e servirá para o armazenamento de água, onde serão feitas quintas aeropónicas que evitam o uso do solo.

A potencial construção da cidade seria feita em fases e, segundo os planos, demoraria quatro décadas até atingir a população prevista de cinco milhões.

O projeto caríssimo — estima-se que poderá atingir os 338 mil milhões de euros —, dizem, poderá ser custeado através de investidores privados, mas também de doações de filantropos, além de investimentos governamentais e subsídios. Esperam também que os primeiros moradores possam instalar-se em 2030.

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