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Com aviões parados, a tripulação da easyJet vai ajudar a dar vacinas no Reino Unido

O governo britânico quer criar centros abertos 24 horas por dia e vacina 15 milhões até fevereiro.
Toda a ajuda conta.

A tarefa é hercúlea, o motivo o mais nobre e urgente possível e, por isso, toda a ajuda é preciosa. A companhia aérea britânica easyJet anunciou que que o Serviço Nacional de Saúde (NHS) britânico vai treinar com urgência centenas dos seus tripulantes de cabine para administrar vacinas contra a Covid-19, ajudando assim a impulsionar os esforços de vacinação do país.

Segundo a “Reuters”, o Reino Unido, agora no seu terceiro confinamento e com recordes constantes de casos de infeção e mortes — muito por culpa da nova variante do vírus — está agora a apostar tudo nas vacinas. O governo de Boris Johnson já anunciou que tenciona vacinar os idosos, os vulneráveis ​​e os trabalhadores da linha de frente, ou seja cerca de 15 milhões de pessoas, mais do que toda a população portuguesa, até meados de fevereiro.

Para cumprir a sua meta, o governo está a abrir dezenas de centros centros e a recrutar voluntários. O objetivo é, adianta a Lusa, que, a partir de agora, comece a haver vacinas a ser administradas 24 horas por dia, sete dias por semana no Reino Unido. Johnson terá já aprovado um projeto piloto para um centro de vacinação que vai funcionar 24 horas por dia, apesar de na segunda-feira um porta-voz ter afirmado que havia pouco interesse de pessoas em serem vacinadas depois das 20 horas. 

Além disto, o governo do Reino Unido desenhou uma rede de cerca de 1.500 locais de vacinação, desde grandes centros a funcionar em pavilhões de exposições, estádios de futebol e outras instalações desportivas a hospitais públicos, centros de saúde, farmácias e equipas móveis.

Neste momento, mais de 2,4 milhões de pessoas já foram vacinadas no Reino Unido, de quatro grupos prioritários: residentes e funcionários de residências sénior, pessoas com mais de 80 anos, profissionais de saúde da linha de frente, pessoas com mais de 70 anos e indivíduos muito vulneráveis clinicamente. 

Nesta ajuda para chegar aos 15 milhões, entra então a easyJet: com os voos em níveis muito baixos devido ao bloqueio, muitos dos três mil tripulantes de cabine da low cost não estão a trabalhar, ou estão mesmo em layoff. E além disso, são treinados em primeiros socorros e segurança, tornando-os candidatos perfeitos para ajudar no programa.

A EasyJet disse esta quarta-feira que espera que centenas de tripulantes se inscrevam como vacinadores, números semelhantes aos do ano passado, quando sua equipe também se ofereceu para apoiar o NHS. Os voluntários vão juntar-se assim a médicos, enfermeiros e farmacêuticos aposentados neste esforço conjunto.

A companhia aérea está a viver uma crise financeira sem precedentes, tendo já despedido funcionários, contraído dívidas e pedido ajudas.

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