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Como conhecer a Islândia em apenas três dias sem perder (quase) nada

Fazer uma escapadinha rápida e gastar apenas um fim de semana num dos destinos mais procurados da Europa também é possível — e assim poupa dinheiro.

A Lagoa Azul.

Muitas das milhares de pessoas que têm na sua lista de destinos essenciais o incrível país do gelo, ou a Islândia, vão adiando a viagem por assumir que este é demasiado caro, ou que exige muitos dias de visita — o que ainda o encarece mais. Não estão totalmente erradas no que respeita ao dinheiro: os voos estão cada vez mais baratos e os alojamentos também, mas num território onde o salário médio ronda os 3.500€, espere refeições caras e guarde uma soma para despesas.

Mas pode pelo menos encurtar os dias, logo também os gastos, e tirar do sistema um primeiro, porém bastante completo, encontro imediato com os fiordes, vulcões e lagoas aquecidas, deixando para o futuro uma estadia maior e mais cara.

É que a Islândia é um país pequeno, e relativamente fácil de conhecer. E como quem melhor o conhece, bem como os seus truques, é quem lá vive e trabalha, a plataforma local de viagens Guide to Iceland, que é o site mais popular sobre a Islândia com rotas, alugueres e passeios de carro, elaborou uma sugestão informada de três dias e duas noites que o pode ajudar.

A partida sugerida é a mais prática e óbvia: o aeroporto de Keflavik, onde pode chegar de Lisboa, a uma qualquer sexta-feira do ano, depois de um voo que começa nos 354€. O site elabora a sua rota assumindo que chega a um sábado de manhã e parte numa segunda-feira, mas como os voos que encontramos têm todos escala e nunca consegue lá chegar de manhã, teremos de adaptar as datas: o importante é que veja tudo.

O que não pode perder de vista é o percurso. Partindo numa sexta-feira, chega então ao inicio ou meio da tarde e idealmente já deixou carro alugado numa de várias empresas que assim o disponibilizam no aeroporto, e daí parte em direção à capital Reiquejavique.

E como na Islândia, todas as distâncias são curtas e em modo circular (a famosa estrada 1, ou Ring Road, que dá a volta à ilha), num pequeno desvio vai logo encontrar um item que estava certamente na lista dos motivos que o levaram a marcar a viagem: a Blue Lagoon Geothermal Spa, ou mítica Lagoa Azul.

Pode aproveitar umas horas na perfeita lagoa vulcânica da Península de Reykjanes e ir depois para a capital, mas desta feita não pela estrada principal, e sim através da rota 420. Esta estrada é, diz a plataforma, mais longa e menos congestionada, e sobretudo conduz os visitantes por um caminho antigo à beira mar, onde consegue sentir perfeitamente tudo o que a Islândia é: por aqui passa e vai vendo os seus campos de lava, paisagens que parecem lunares, cabanas de pesca. 

As auroras boreais, mais visíveis de setembro a abril.

Mesmo neste caminho mais longo, Reiquejavique está a apenas uma hora de distância, e na capital pode descansar, jantar, dormir e à noite tem várias opções: conhecer os seus bares e vida cultural, bem como, a parte antiga, a Catedral ou a praça Austurvöllur.

Ou pode aproveitar para marcar uma excursão às magníficas auroras boreais, são vários os operadores de Reiquejavique as realizam, mas atenção que a melhor altura para as ver é no outono, inverno e início da primavera. Já para usufruir do sol da meia noite, tem de ir no verão.

No dia seguinte, sábado de manhã, segue pela rota de turismo do Golden Circle, e em menos de uma hora para sul consegue conhecer a Cratera vulcânica de Kerið: mais um item da lista riscado e, mais importante do que isso, vivido. Antes ainda passa pelas montanhas de Nesjavellir e depois segue o vale geotérmico de Haukadalur, onde conhece os gêiseres Strokkur e Geysir, outras das paisagens que, acredite, quer mesmo ver.

A uma curta distância, tem as cataratas de Gullfoss, uma das atrações mais populares da Islândia, e depois o Parque Nacional de Thingvellir. Assim fica com o Golden Circle completo. Caso não saiba, este é o circulo de ouro do que de melhor a Islândia tem para oferecer, e é composto por três grandes locais: o Parque Nacional Thingvellir, o vale Haukadalur (onde ficam Geysir e Strokkur) e a cascata Gullfoss. E é altura para ir de volta a Reiquejavique e explorar as montanhas que a cercam, muitas das quais com rotas de caminhada populares que proporcionam uma excelente vista da cidade.

O Monte Esja é a escolha recomendada, mas também pode conhecer o Reykjadalur, ou seja vale do vapor, uma área geotérmica onde pode tomar banho.

As cataratas de Gulfoss.

No final da tarde na capital islandesa pode conhecer o porto de Vesturbugt, de onde consegue marcar uma excursão de observação de baleias ou ir à Ilha do Farol Grótta, um paraíso para os caminhantes. E é aproveitar a noite, porque no domingo pode ter voo de regresso cedo; e se for mais tarde, explora uma das outras sugestões que deixou pendente.

O recém-elaborado guia para os três dias e duas noites, dá as sugestões dos peritos mas não custos, mas isso acrescenta a NiT: com voos de ida e volta a partir de 354€, para dezembro ou abril, por exemplo, consegue, apesar da escala, chegar sexta-feira a seguir ao almoço e partir domingo.

E para dormir, só tem de acrescentar quartos a partir de 124€, já as duas noites e duas pessoas, o que dá 62€ cada. Com o carro, dois dias, acrescenta mais 74€ a dividir por dois, ou 37€.

Com o alojamento (62€), o avião (354€) e o carro (37€) o seu fim de semana na Islândia fica assim nos 453€ — só não se esqueça de algum dinheiro para o refeições e excursões, se as quiser fazer.

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