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Como tornar uma ilha paradisíaca ainda melhor? Acabando com os mosquito

Um resort nas Maldivas encontrou a fórmula perfeita para acabar com a praga que atormentava as férias dos turistas.

Areia fina e imaculada. Água azul turquesa à temperatura perfeita para refrescar sem arrepiar. A natureza no seu estado mais puro — bem, esta última, pode não ser o elemento do cenário perfeito de férias. Foi isso que pensaram os visitantes de Soneva Fushi, um resort na ilha privada de Kunfunadhoo, nas Maldivas, bem como os proprietários.

A zona é habitualmente atormentada por pragas de mosquitos que, além de serem um incómodo, também representam um risco para a saúde, transmitindo doenças como malária, dengue e zika. A missão passava por erradicar a praga e, contra todas as expectativas, conseguiram fazê-lo.

A estratégia levou a uma redução dramática dos mosquitos e, ao mesmo tempo, revitalizou as plantas e animais tropicais da ilha. O Soneva estabeleceu uma parceria com a empresa alemã chamada Biogents, que desenvolveu armadilhas para mosquitos que, garantem, são amigas do ambiente.

“Estávamos à procura de formas de gerir os mosquitos sem o uso de químicos”, revelou Arnfinn Oines, diretor de consciência social e ambiental do Soneva, à “CNN”. A região enfrenta um problema de mosquitos agravado durante a estação das monções, que vai de maio a novembro.

A nova solução resultou na instalação de mais de 500 armadilhas por toda a ilha. O primeiro tipo de armadilha procura apanhar mosquitos-tigre que já picaram alguém e estão à procura de um local para pôr ovos. O segundo tipo destina-se a atrair mosquitos em busca de sangue, usando para isso dióxido de carbono criado através da fermentação de levedura e açúcar, além de ácido láctico, que imita a pele humana.

É o local ideal para uma lua de mel

A armadilha BG-Mosquitaire CO2 é única e eficaz na medida em que simula a presença humana através de do dióxido de carbono e do cheiro de suor. Só nas primeiras semanas, as armadilhas capturaram milhares de mosquitos por dia.

O programa de combate a pragas tem sido um sucesso. O resort registou uma redução drástica na população de mosquitos da ilha, em mais de 98 por cento no primeiro ano. Mesmo eliminando os insetos, o resort gaba-se de ter um plano sustentável.

O Soneva Fushi, fundado por Sonu e Eva Shivdasani em 1995, é um exemplo de luxo sustentável no mundo da hospitalidade, com uma filosofia de desperdício zero e um programa inovador de restauração de corais, além de promover o controlo de pragas sem recurso a químicos nocivos.

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