Momentos depois de a tripulação da missão Artemis II ter batido o recorde de voo espacial para a maior distância a que seres humanos já estiveram da Terra (mais de 406 mil quilómetros), viveu-se um momento emocionante a bordo. A 6 de abril, os astronautas sugeriram dar a uma cratera na Lua o nome da falecida mulher de Reid Wiseman, o comandante da missão.
Carroll Taylor Wiseman morreu de cancro em 2020. Ao falar com o centro de controlo em Houston, o astronauta Jeremy Hansen não conseguiu esconder a emoção. “Há alguns anos começámos esta jornada na nossa família unida de astronautas e perdemos alguém querido”, começou por dizer.
“Perdemos alguém querido. Chamava-se Carroll, esposa do Reid, mãe da Katie e da Ellie. Se quiserem encontrar este local, olhem para Glushko, e fica a noroeste desse ponto, à mesma latitude que Ohm — é uma mancha brilhante na Lua. Gostaríamos de lhe chamar Carroll”, acrescenta. A cratera pode ser vista “em certos momentos do trânsito da Lua ao redor da Terra”.
Seguiram-se 45 segundos de silêncio por parte do controlo da missão. Na transmissão da NASA, era possível ver a tripulação a abraçarem Wiseman. O vídeo já se tornou viral nas redes sociais, emocionando milhões de pessoas.
Como acontece com todas as formações lunares, os nomes terão de ser aprovados pela International Astronomical Union — um processo que pode demorar algum tempo. Um exemplo famoso aconteceu em 1968, durante a missão Apollo 8, quando o astronauta Jim Lovell sugeriu dar o nome da sua mulher, Marilyn, a uma montanha com forma de pirâmide. No entanto, o nome “Mount Marilyn” só foi oficialmente aceite pela IAU em 2017.
A tripulação da ARtemis II também batizou outra cratera como “Integrity”, nome que deu à nave espacial em que estão a viajar.
Leia o artigo da NiT para saber o que os astronautas comem durante a missão. Conheça também o frasco de Nutella que foi ao espaço.
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