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Do paraíso ao inferno: as imagens do rasto de destruição do vulcão em La Palma

O vulcão Cumbre Vieja já destruiu mais de cem casas e levou à evacuação de milhares de pessoas.
Imagem de @saulsantosfotografia, partilhada no Instagram.

“O Paraíso transforma-se em inferno com a erupção do vulcão na ilha espanhola de La Palma”, escreve o diário espanhol “El País” num artigo publicado na noite de segunda-feira, 20 de setembro. O caso não é para menos: na idílica ilha de La Palma, nas Canárias, este é o sentimento dominante. E até há mesmo uma cidade de nome Paraíso que foi, paradoxalmente, das primeiras a ser evacuadas logo na noite de domingo. Há quem lhe chame a “zona zero” da erupção, por ter sido a primeira das mais afetadas.

Foi nesse dia que o vulcão de Cumbre Vieja, na ilha de La Palma, arquipélago espanhol das Canárias, entrou em erupção. O vulcão estivera adormecido durante décadas mas o seu súbito acordar, precedido por milhares de sismos nos dias anteriores, transformou-se num verdadeiro pesadelo para cidadãos e autoridades locais.

Espaços de férias, praia, casas de habitação ou simplesmente tranquilas zonas rurais foram e continuam a ser, segundo os meios locais, invadidos por um mar de lava.

Há já milhares de habitantes desalojados (pelo menos cinco mil), mais de cem casas destruídas e outras tantas estruturas, enquanto “o cheiro a queimado e a enxofre e uma chuva incessante de cinzas acompanham o avanço implacável da lava, que carrega paredes, portões e portas”, descreve o “El País”.

“Uma camada de dois centímetros de cascalho vulcânico, que nas Canárias é conhecido como picón, cobre o asfalto das ruas “, adianta o jornal. Enquanto se tentam evitar desastres piores, como a perda de vidas, e se luta para salvar tudo o que for possível, não há muito mais a fazer a não ser ver a lava passar, adiantam as autoridades.

Das nove bocas do novo vulcão calcula-se que estas massas de fogo e cinza avancem a cerca de 300 metros por hora, ainda assim mais lentas do que os 700 metros por hora inicialmente calculado.

A situação não tem, para já, fim à vista mas parece, dentro do possível estar controlada, inclusive no que respeita a cidadãos portugueses.

Esta terça-feira, 21 de setembro, a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, explicou que há uma dezena de portugueses que estão na zona mais afetada da ilha de La Palma, mas que estão bem e não deverão precisar de auxílio.

Entretanto, começam a multiplicar-se, pela Internet e redes sociais, diversas imagens e vídeos do rasto de destruição deixado pelo vulcão que estava adormecido desde 1971.

Em alguns vídeos de drone, os que conseguem ser mais precisos e próximos, é possível ver a lava lançada pela erupção vulcânica a cobrir casas, campos e até piscinas, resultando em imagens impressionantes.

Enquanto isto, com a erupção do vulcão de La Palma a dominar a atenção do mundo, a três mil quilómetros de distância registou-se esta terça-feira, 21 de setembro, uma outra explosão.

Como a NiT já noticiou, desta feita em Itália, onde os sicilianos já estão habituados ao mau temperamento do vulcão vizinho e ninguém ficou surpreendido com a esta que é a segunda erupção no último mês e a 51.ª de 2021.

Aquele que é um dos vulcões mais ativos da Europa e do mundo começou a expelir fumo e lava durante a madrugada, num regresso à atividade que parece no entanto, desta vez, não ser demasiado preocupante. 

De regresso a La Palma, carregue na galeria para conhecer algumas das fotos mais impressionantes deste fenómeno da natureza na ilha de Espanha, que têm sido partilhadas:

 

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