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Desde 1409 que as cerejeiras em flor de Quioto não floresciam tão cedo

Há registos desde há 1200 anos que são uma importante forma de analisar as alterações climáticas.
É um incrível fenómeno natural.

É um fenómeno incrível, único e uma verdadeira instituição mundial. Também podemos designá-lo como um espetáculo da natureza. A Sakura, ou a época das cerejeiras em flor, quando a primavera chega ao Japão, faz milhares de turistas deslocarem-se em massa para assistir. Este ano é certamente diferente, devido à pandemia, mas fica marcado por um recorde.

A temporada de 2021 na cidade de Quioto atingiu o pico a 26 de março. Segundo os registos disponíveis de há mais de 1200 anos, não acontecia tão cedo desde 27 de março de 1409, quase um século antes de Cristóvão Colombo navegar em direção à América.

Os cientistas acreditam que o desabrochar cada vez mais precoce nas últimas décadas está relacionado com as alterações climáticas. Segundo a “BBC”, março deste ano foi excecionalmente quente no Japão, o que reforça a ideia dos investigadores.

“Em Quioto, os registros da época das celebrações dos festivais da cerejeira em flor que remontam ao século IX reconstroem o clima do passado e demonstram o aumento local da temperatura associado ao aquecimento global e à urbanização”, diz um artigo publicado na revista científica Biological Conservação, citado pela mesma publicação.

Ao “The Washington Post”, Benjamin Cook, um cientista e investigador da Universidade de Columbia, especializado na reconstrução de informação climática do passado, diz também que “o registo das cerejeiras em flor de Quioto é incrivelmente valioso para a investigação das alterações climáticas, devido à extensão e forte sensibilidade da floração às temperaturas primaveris”.

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