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Dois anos depois dos acidentes, Boeing 737 MAX vai voltar a voar

Há regras e requisitos, mas também há já um voo marcado com o polémico aparelho, em dezembro deste ano.

Os Estados Unidos autorizaram esta quarta-feira, 18 de novembro, que o Boeing 737 MAX possa voltar a voar, quase dois anos depois da proibição na sequência de dois acidentes que mataram 346 pessoas em cinco meses.

No entanto, segundo a Lusa, o 737 MAX, que era motor de vendas da Boeing antes dos acidentes entre 2018 e 2019, não regressará aos céus mundiais no futuro imediato, porque as autoridades da aviação civil de outros países decidiram levar a cabo a sua própria certificação. Além disso, várias modificações terão de ser feitas nos aviões antes destes poderem voltar a entrar em operação.

Nos Estados Unidos, o processo começa a avançar mas a administração federal de aviação dos Estados Unidos (FAA), o regulador de tráfego aéreo do país, já adiantou em comunicado que ainda não aprovou a formação necessária para os pilotos antes do Boeing 737 MAX poder voltar a ser pilotado. Os pilotos deverão passar por um treino que incluirá simulador de voo.

Além disso, as companhias aéreas terão de realizar trabalhos de manutenção nos aparelhos que tenham estado imobilizados nas pistas dos aeroportos durante mais de 20 meses. Já as aeronaves armazenadas na Boeing, terão de ser examinadas por um inspetor da FAA antes de serem enviadas aos clientes.

Com tudo isto, a maioria das companhias antecipa que ainda demorará a voar com o 747 Max, mas a American Airlines já terá programado um primeiro voo para o final de dezembro deste ano.

Lançado em 2011 e com as primeiras entregas feitas em 2017, o 737 MAX 8 fazia parte da quarta geração do 737, pensado para voos curtos e de médio alcance. No entanto, dois acidentes em menos de meio ano levaram a uma paralisação total das rotas e encomendas, muitas das quais já se encontravam pendentes.

A 10 de março do ano passado, um acidente com um aparelho deste modelo da Ethiopian Airlines que fazia a ligação entre Addis Ababa, na Etiópia, e Nairobi, no Quénia, despenhou-se no solo após seis minutos no ar, não deixando sobreviventes. Levava 157 pessoas a bordo, de dezenas de nacionalidades e em vários casos com passaporte das Nações Unidas. Tinha sido recebido pela companhia, novo em folha, em novembro de 2018.

Cinco meses antes, em outubro de 2018, num voo do mesmo modelo mas realizado pela companhia indonésia Lion Air, 189 pessoas morreram, também numa queda após cerca de 13 minutos no ar. O sistema automatizado de controle foi apontado como principal causa das quedas.

Em outubro de 2019, exatamente um ano após o primeiro dos dois acidentes fatais com aparelhos Boeing 737 Max, chegou o pedido de desculpas e o fabricante assumiu os erros. Em dezembro do mesmo ano, chegou decisão de suspender a produção destes aviões.

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