Viagens

Aviões de passageiros podem começar a viajar juntos — para poupar combustível

A técnica permite que os aviões reutilizem a energia "perdida" pelo avião da frente e que se reduza o impacto ambiental.

Andar de avião é uma das atividades mais poluentes a nível mundial, mas também uma das mais rápidas e mais seguras. Ainda assim, de forma a cumprir com a diminuição da poluição aérea, as companhias aéreas também estão a procurar reduzir o seu impacto ambiental com novas formas de viagem. De acordo com o “Daily Mail“, estas empresas poderiam poupar até 10 por cento em combustível e reduzir as emissões de CO2 para a atmosfera se voassem em formação.

Este conceito, a que os europeus chamaram de “Fello´fly”, consiste nos aviões, basicamente, viajarem mais perto uns dos outros. Isto permite que o avião à direita possa aproveitar os vórtices do ar em rotação deixados para trás pelas asas da aeronave à frente  — uma técnica emprestada da força aérea conhecida como “vortex surfing”. Os testes, que vão envolver dois Airbus A350 vão começar este ano, e os testes no espaço aéreo oceânico em 2021. Se tiver sucesso, a empresa quer normalizar a prática em 2025.

Esta mudança permitiria cortar 3 a 4 milhões por ano de emissões de dióxido de carbono. Ainda assim, a empresa que vai fazer estes testes vai precisar da adesão das empresas de tráfego aéreo e das autoridades reguladoras para permitir que os aviões possam viajar mais perto do que fazem nos dias de hoje. Além disso, a técnica pode ser perigosa, visto que há uma possibilidade dos aviões virarem ao contrário, se voarem demasiado perto. 

Normalmente, os aviões voam a uma distância de 30 a 50 milhas náuticas, ou, de 55 a 90 quilómetros, mantendo uma separação vertical de mil pés ou 305 metros, por razões de segurança. Nesta modo, as aeronaves estão apenas separadas por 1.5 milhas náuticas (três quilómetros). “Ainda que possa parecer complicado, um par destes aviões ainda vai ficar dez vezes mais longitudinalmente do que os mil pés, a distância praticada há mais de duas décadas”, disseram os responsáveis da Airbus.

Na altura da aproximação, o avião que está à frente vai assumir a responsabilidade em comunicar com o Posto de Controlo, enquanto que o copiloto da outra aeronave vai ajudar o piloto a navegar para a melhor posição, de forma a poupar combustível. A assistência tecnológica vai ser precisa, tendo em conta que não é visível ao olho humano os vórtices do ar.

Quando os aviões precisam de ir para diferentes destinos, o meio de transporte da frente vai reverter a manobra, regressando ao plano original e pedindo ao controlo de tráfego aéreo para voltar a controlar os dois aviões individualmente.  A Airbus anunciou uma parceria com a French Bee e a Scandinavian Airlines para testar esta nova técnica assim que possível.

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