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easyJet quer formar (e contratar) pilotos — não precisa de ter experiência

A companhia aérea reabriu esta segunda-feira, 22 de abril, as candidaturas ao programa de formação.
Não é preciso experiência.

Se anda a pensar em mudar de vida, mas não sabe bem como, a easyJet pode ter a oportunidade perfeita. A companhia aérea anunciou esta segunda-feira, 22 de abril, que vai formar uma nova geração de pilotos. A empresa acabou de reabrir as candidaturas à “Geração easyJet”, um programa de formação com 200 vagas para aspirantes a pilotos.

O objetivo é que os novos profissionais se juntem à companhia até 2027 — e não é preciso ter experiência ao cockpit de um avião comercial. Com o programa de formação, em cerca de dois anos torna-se um copiloto qualificado.

Para se candidatarem ao programa, os aspirantes a pilotos devem ter pelo menos 18 anos à data de início dos treinos e devem entregar os certificados que comprovem que foram aprovados nos exames do ensino secundário de matemática, inglês e qualquer área das ciências, bem como outras duas disciplinas adicionais. Não são necessárias outras qualificações, nem diplomas superiores, nem experiência de voo.

O programa de formação para pilotos “Geração easyJet” é realizado em parceria com a CAE e oferece aos aspirantes a pilotos “treino de mais alto nível”, para conseguirem chegar à linha comercial em dois anos. A formação no solo é dada nas academias de aviação europeias da CAE em Gatwick, Milão, Bruxelas ou Madrid, enquanto o treino de voo é feito nos EUA. Após a conclusão do curso, os graduados iniciam as suas carreiras a voar como copiloto na easyJet.

“O treino para se tornar um piloto centra-se em qualificações como comunicação e resolução de problemas, portanto, ao trabalhar em equipa na cabine de comando, a diversidade é extremamente valiosa”, assegura Kate West, coordenadora de treinos dos pilotos.

Desafiar os estereótipos associados à profissão de piloto é um dos principais objetivos da campanha. A transportadora quer incentivar mais mulheres a tornarem-se pilotos, para combater a falta de diversidade na indústria.

“Enfrentar os estereótipos sobre o nosso trabalho é fundamental para impulsionar esta carreira e, embora estejamos orgulhosos de ter hoje muito mais mulheres a voar connosco, sabemos que há sempre mais a ser feito para aumentar todas as formas de diversidade e continuarmos empenhados em liderar a indústria nesta área”, revela.

As candidaturas para o programa de formação podem ser feitas online para o programa de formação com início em dezembro de 2023 e término em 2026.

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