Viagens

Egito proíbe passeios de camelo para visitar as pirâmides de Gizé

Mais de 500 mil pessoas tinham assinado uma petição a pedir o fim dos alegados abusos. Autocarros farão as visitas.
Isto vai acabar.

O regresso do setor do turismo pelo mundo vai ser lento, difícil, com desafios e em muitos casos com mudanças — há muito adiadas mas que são, neste ano de pausa, finalmente assumidas. O objetivo de alguns destinos e países é claro: preparar o regresso para um turismo menos massivo, mais sustentável, com mais cuidados.

No Egito foi inaugurado, no final de outubro, o novo restaurante panorâmico com vista para as Pirâmides de Gizé, um projeto há muito concebido e agora concretizado que inclui mais sítios para estar, descansar, autocarros hop on, hop off para circular.

Foi feita uma aposta no conforto e condições dos visitantes e prometido o mesmo para as condições dos animais; e foi depois anunciada a proibição do uso de camelos e cavalos como meio de transporte, a quem visita as famosas pirâmides e sítios arqueológicos

Segundo a “Condé Nast” espanhola, o anúncio foi feito pelo ministério do turismo local e já comentado pela PETA Ásia, que disse ser um motivo de grande celebração. A associação passou anos a documentar e denunciar o tratamento que ocorria nos passeios turísticos e na venda de cavalos e camelos nos mercados egípcios, incluindo castigos, falta de comida e de água e exaustão, entre outros. Por isso a notícia representa, diz a PETA, mais um passo em direção a um turismo mais responsável no país.

Mais de 500 mil pessoas tinham assinado uma petição desta organização a pedir o fim do uso abusivo destes animais e ele foi concretizado, sendo os passeios substituídos pelos novos autocarros. No entanto, alguns ambientalistas já vieram comentar a medida, dizendo por um lado que devia ser estendida a outras regiões do país e do mundo e por outro que temem pelo futuro dos animais que faziam as visitas.

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