Viagens

Empresa de viagens lança programa de visitas guiadas a cidades na Ucrânia (sim, leu bem)

Chama-se Visit Ukraine Today e já venderam cerca de 150 bilhetes. Garantem que o objetivo não é promover o turismo de catástrofe.
Existem alertas internacionais contra viagens para o país.

A invasão russa à Ucrânia fez com que muitos ucranianos abandonassem o território assolado pela guerra. O conflito retirou o país da lista de destinos a visitar da esmagadora maioria dos turistas, que, por exemplo, tão cedo não devem fazer planos para irem conhecer a capital Kyiv.

Contrariando esta tendência, no mês de julho, a plataforma Visit Ukraine. Today lançou um programa de visitas guiadas às cidades que resistem aos invasores. A organização quer mostrar a atual situação do país aos corajosos que o desejem fazer.

À partida, o número de pessoas interessadas em deslocar-se para cidades bombardeadas é muito reduzido. Ainda assim, a empresa que promove viagens seguras para o país de leste, já vendeu cerca de 150 bilhetes e soma 1,5 milhões de visitas ao seu site. Este número traduz-se num aumento de 50 por cento face ao período anterior ao conflito.

As viagens para a Ucrânia são desaconselhadas pelas autoridades internacionais, que alertam para a instabilidade que se vive no país. No entanto, a empresa de turismo incentiva os visitantes a fazerem exatamente o oposto: “Embarque em uma jornada para a incrível Ucrânia agora mesmo”, pode ler-se no site.

Sobre o percurso, sabe-se que quem o fizer irá percorrer edifícios destruídos, destroços de bombas sob o constante som das sirenes. Os alertas que os ucranianos ouvem desde o início do conflito e que não auguram nada de bom — pelo contrário, sinalizam um perigo iminente.

Apesar disso, em declarações à “CNN”, o fundador da Visit Ukraine, Anton Taranenko distingue os programas que a sua empresa oferece do turismo de catástrofe que leva turistas a locais onde aconteceram desastres ou onde morreram muitas pessoas.

“O que está a acontecer na Ucrânia também é sobre como as pessoas estão a aprender a conviver com a guerra, ajudando-se mutuamente”, acrescenta ao mesmo órgão de comunicação sobre as motivações da empresa turística.

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