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Espanha vai começar a multar banhistas que urinem no mar e nas praias já em julho

A nova legislação que está prestes a entrar em vigor também define sanções em relação ao vestuário e ao descarte de lixo.
São aplicadas a 18 de julho.

Há muito que Espanha é um dos destinos de férias mais concorridos da Europa. Com a avalanche de turistas que chegam todos os verões às ruas e e praias espanholas, as regras sanitárias tornam-se uma necessidade incontornável em termos de saúde pública. Uma das comunidades autónomas do país que resolveu levar este imperativo ainda mais longe foi a Galiza.

A legislação aprovada em Vigo, o município mais populoso da província, classificou a micção pública, no mar ou nas praias da região, como uma “infração menor” que será penalizada com uma multa de 750 euros. As autoridades não revelaram, porém, como serão identificados os infratores que o façam na água.

Considerada “uma violação dos regulamentos sanitários e de higiene”, a prática de usar o mar para urinar tem sido uma preocupação da autarquia — onde uma das maiores atrações são as praias urbanas da ria de Vigo. Uma forma de combater esta problemática passa pela instalação de mais casas de banho públicas junto aos areais, principalmente na época de maior procura.

Porém, mais do que as multas, as medidas também visam o vestuário. Se à saída das praias os turistas o fizerem apenas de fato de banho e sem outra roupa, também podem ser multados eplas autoridades. Os homens também passam a estar sujeitos a estas regras, não podendo circular fora do areal de tronco nu.

A lista de novas coimas penaliza ainda o lixo deixado na praia, os banhistas que se façam acompanhar de uma botija de gás ou que joguem basebol nas áreas balneares. Também serão aplicadas sanções a quem tentar reservar um lugar no areal recorrendo a toalhas ou chapéus de sol.

As leis entram em vigor no dia 18 de julho e um dos principais objetivos é alterar a imagem construída sobre Espanha enquanto destino turístico. A reputação do país como um paradeiro festivo atrai um número desproporcional de turistas que nem sempre cumprem regras elementares de civismo.

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