Viagens

Maior agência de viagens do mundo com boom de reservas por causa das vacinas

Apesar das restrições, de não se saber ao certo como vai ser o verão e de os preços estarem mais elevados, há um aumento da procura.
Aumenta vontade de viajar

Estamos todos cansados de viver na dúvida, sem saber o que fazer para parar a pandemia que se espalhou por todo o mundo e com vontade de poder sair livremente de casa sem restrições ou medidas de proteção. No fundo, o que queremos é poder planear a vida sem tanta incerteza e, de preferência, ir viajar para bem longe de casa.

Neste campo parece que a esperança está toda depositada nas vacinas contra a Covid-19. Com o aumento do número de pessoas já vacinadas está a aumentar também a procura de viagens para o próximo verão. De acordo com a Tui, a maior agência de viagens do mundo, as reservas estão mesmo a crescer em grande escala.

Segundo a “Sky News”, para o próximo “verão europeu” já há reservas num valor total de 2,8 milhões de euros, sendo que os valores de preços praticados até estão cerca de 20% mais elevados do que na temporada pré-Covid, em 2019. Isto tudo acontece enquanto os governos europeus não dão garantias de que seja possível viver um verão com normalidade — em alguns casos até desaconselham a viajar — nem haja certeza nenhuma sobre que restrições vão existir nessa altura.

No primeiro trimestre financeiro, a Tui anunciou perdas de 699 milhões de euros devido às restrições às viagens, especialmente na época de Natal, o que levou a esta quebra nos três meses até ao final de dezembro. Em relação ao mesmo período de 2019, as receitas caíram perto de 88%. Ainda assim, o corte que fez nos seus gastos levou a que, após três levantamentos de capital e resgates do governo alemão, consiga agora ter 2,1 mil milhões de euros em cofre para fazer face aos difíceis meses que se avizinham.

A expectativa é que, depois da incerteza do primeiro trimestre do ano, as reservas passem para cerca de 80% do que eram em 2019, mas isso poderá não acontecer. A esperança é posta nas vacinas e nos governos europeus, mesmo que continue a incerteza sobre a evolução do vírus e das suas novas variantes e o que isso poderá fazer às restrições de mobilidade.

Uma das questões mais criticada pelos empresários do setor do turismo, que tantas receitas gera todos os anos, é a incerteza e a incapacidade dos governos europeus dizerem concretamente quando irão ser levantadas as restrições de circulação. Isto afeta não só o turismo a nível europeu mas também aquele que é feito de e para fora da Europa.

Embora a agência de viagens não revele mais números relativos às reservas até ao momento, explica que a expectativa é que estas tenham um grande boom de última hora assim que forem anunciados os levantamentos das restrições.

Entretanto, e apesar do optimismo aparente das pessoas ao reservar viagens, esta quarta-feira o Governo inglês avisou que o verão pode estar perdido se não reabrirem normalmente as fronteiras. O Secretário dos Transportes, Grant Shapps, terá sugerido mesmo, de acordo com o “The Telegraph“, que as movimentações poderão não ser permitidas até ao outono, altura em que o Reino Unido pretende que todos os cidadãos estejam vacinados.

Esta situação preocupa, naturalmente, as agências de viagens que temem assim perder mais um verão.

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