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Este parque aquático abandonado após uma tragédia está a ser “engolido” pela natureza

O Copa Copana fechou portas após a morte de dois miúdos, há mais de dez anos. Durante a investigação, foram descobertas várias irregularidades.

Na tarde de um domingo, em abril de 2014, dois irmãos juntaram-se para uma pequena aventura no Copa Copana Aquapark, um parque aquático situado entre montanhas, próximo de Atenas, na Grécia. Apesar do mau tempo, decidiram entrar numa bola insuflável, que ficava a flutuar numa das piscinas.

À volta da piscina existiam dezenas de escorregas pensados ​​​​para miúdos e também para adultos. De repente, porém, o vento ficou mais forte e arrastou a bola insuflável, com os dois irmãos lá dentro. Esta foi bruscamente atirada para cerca de 30 metros de distância, embatendo diretamente contra uma barreira metálica. O irmão mais velho, de 13 anos, acabou por morrer com o impacto e a mais nova, de 9 anos, ficou gravemente ferida, tendo sido posteriormente diagnosticada com uma contusão pulmonar grave.

Neste mesmo mês, os proprietários do espaço acabaram detidos e o parque foi encerrado definitivamente. Hoje, continua abandonado, com tudo lá dentro e, aos poucos, está a ser consumido pela natureza. Parte dos escorregas, por exemplo, têm ervas à volta, além de várias zonas estarem repletas de musgo.

Segundo o jornal grego “Dnews”, o espaço situa-se a 15 minutos do centro de Atenas e foi inaugurado em 2007, após um investimento de 10 milhões de euros. Estendia-se por uma área de três mil metros quadrados e recriava um ambiente semelhante a uma ilha das Caraíbas.

A construção do parque demorou cerca de um ano e o espaço foi todo decorado com árvores exóticas e ilhas artificiais. Entre as atrações, havia um escorrega de queda livre, um Aquatube, rafting, entre outras.

 
 
 
 
 
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Durante vários anos, foi conhecido como um dos maiores parques aquáticos da região, mas o encanto caiu por terra após a tragédia de 2014. Nesta altura, o espaço começou a ser investigado e, além da morte do miúdo de 13 anos, vieram a tona outras polémicas.

De acordo com o “Dnews”, quando foram realizadas as primeiras obras no terreno, foram descobertos túmulos antigos. Estes registos históricos terão sido aterrados pelos então proprietários para evitar problemas na criação do parque.

Além disso, foi relatado que o parque de estacionamento do parque foi construído por cima de um sítio arqueológico. E se não bastasse, descobriu-se que a construção decorreu no sopé do Monte Poikilos, que, segundo o Departamento Florestal de Haidari, estava classificado como “local de particular beleza natural” desde 1969 e estava sujeito à zona de proteção.

Por fim, junto às piscinas, havia ainda uma torre de alta tensão, que apresentava um risco sério para os banhistas. E a zona de restauração do parque também apresentava problemas legais.

Apesar das polémicas, o parque aquático reabriu brevemente em 2019 — desta vez, com um novo nome: Aqua Fun Park. Mas passados alguns dias, voltou a encerrar após uma fiscalização das autoridades do Ministério do Turismo da Grécia constar falta de documentação e irregularidades. Desde então, está parado no tempo. 

Leia também o artigo da NiT sobre o Ondaparque, o parque aquático abandonado há 30 anos no Algarve. 

Carregue na galeria para ver algumas fotografias do parque abandonado.

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