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Este passadiço suspenso pelas copas das árvores é diferente de tudo o que já viu

O Nyungwe Forest Canopy, no Ruanda, foi classificado como o melhor percurso nas árvores para visitar em 2021 (ou no futuro).
É incrível.

Não é tão cedo que vamos ao Ruanda, é certo. Talvez muitos de nós nunca o façamos, ou talvez o sonho de alguns passe por conhecer este lugar único, em plena África Oriental, com uma natureza verde e montanhosa, gorilas das montanhas e macacos dourados — e todas as poupanças e planos de viagens futuros se canalizem para este destino.

Mas certo é que, enquanto não viajamos, podemos ir descobrindo o mundo com a ajuda de livros, revistas, fotografias e claro, de redes sociais e da Internet. Juntando um pouco de tudo isto, a reputada “Lonely Planet” decidiu, mesmo em ano de pandemia, fazer uma lista dos melhores passadiços de topo de árvore a conhecer a 2021 — nem que seja virtualmente.

E no primeiro lugar fica este, na floresta tropical do Parque Nacional Nyungwe do Ruanda: uma das mais longas caminhadas pelas copas de árvores do mundo. Situado quase 70 metros acima de uma ravina cheia de árvores, 160 metros de caminho levam-no por várias pontes suspensas e plataformas de metal.

Aqui, consegue ter vistas únicas em todo o mundo, já que além do verde e da natureza o visitante fica envolto na vida animal: das aves em cima, das dezenas de espécies de primatas em baixo.

Esta gigante caminhada na copa das árvores sucede-se a um trilho terrestre de aproximadamente uma hora, havendo diversos tours e guias turísticos no local, que o levam a fazer tudo isto por pacotes de cerca de 50 euros.

Segundo explica o parque nacional na sua página, tendo escapado à última era do gelo a floresta Nyungwe é um viveiro de biodiversidade. Ao longo de uma hora de caminhada até ao passadiço arborista do Centro de Receção de Uwinka, os visitantes verão inúmeras borboletas, orquídeas e pássaros coloridos, incluindo muitos endémicos da região.

Treze espécies de primatas vivem em Nyungwe, pelo que um encontro casual não está fora de questão explica ainda este entidade; embora, reforce, aqueles que desejam procurá-los devam optar por uma visita dedicada aos primatas.

O turismo do Ruanda avisa ainda que todas as encostas íngremes de floresta têm trilhos bem mantidos, mas que estes se podem tornar lamacentos, especialmente após a chuva. A todos os níveis, e por todos os motivos, é aconselhável que se faça sempre acompanhar de guias.

O parque nacional tem uma das maiores biodiversidades de toda a África, com mais de 75 espécies de mamíferos, mais de mil espécies de plantas e cerca de 120 espécies de borboletas, mas o seu destaque são mesmo os primatas.

Ainda no Ruanda, do lado oposto do pais, encontra outra floresta, o Parque Nacional dos Vulcões, que é mais um oásis de biodiversidade e de habitat de gorilas e outros primatas.

Se, lá está, no futuro, tudo isto ilhe parece um sonho de férias, saiba que requer muito planeamento mas a viagem de avião, pelo menos, é mais barata do que poderia imaginar: a partir de 578€, ida e volta de Lisboa, com duas escalas.

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